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Após Monique Medeiros implicar funcionários, prefeitura arquiva sindicâncias; mãe do menino Henry segue sendo investigada
Foto: Reprodução

A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro arquivou duas sindicâncias após não encontrar irregularidades nas folhas de ponto dos dois servidores implicados por Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. Apesar disso, as investigações sobre fraudes na documentação que comprova a presença de Monique no trabalho continuam.

 

Segundo o colunista Lauro Jardim, que adiantou a informação, os dois funcionários têm mais de dez e vinte anos de serviços na Prefeitura do Rio. A defesa de Monique tentou equiparar o caso dela ao dos outros servidores, mas segundo a Secretaria de Educação, foram encontrados apenas erros pontuais nas folhas de ponto deles.

 

Após ser solta por decisão do STJ, Monique voltou a trabalhar em dezembro do ano passado, até apresentar um atestado médico para se afastar por 60 dias. O documento acabou rejeitado após uma perícia independente. Um mês depois, a secretaria abriu uma sindicância para apurar supostas fraudes no preenchimento da folha de ponto de Monique. Ela teria completado todas as assinaturas com um mês de antecedência.

 

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— Diferente da Monique, esses dois servidores de fato trabalharam nos dias. Tinham inconsistências, mas o resultado da sindicância deles não se compara ao caso da Monique. Isso esgota as possibilidades dela reclamar de eventual perseguição, mas existem fatos concretos para a demissão dela. Considerando o que já foi apurado e o histórico dela, não há qualquer condição dela seguir no serviço público — afirmou o secretário de Educação, Renan Ferreirinha.

 

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Por conta da suspeita de fraude, a corregedoria municipal pediu para que o resultado da sindicância fosse usado para demitir Monique, com o agravante da licença médica negada anteriormente. Se a Controladoria Geral do Município aceitar o pedido de Ferreirinha, ela será desligada do serviço público do Rio definitivamente, e perde o direito de receber o salário bruto de R$ 3,1 mil.

 

Monique Medeiros responde na Justiça pela morte do filho junto do ex-namorado, Dr. Jairinho, que na época era vereador. Ela é concursada da prefeitura carioca e está afastada do trabalho administrativo em um almoxarifado da Educação.

 

Segundo Ferreirinha, a volta de Monique à pasta se deu por uma orientação jurídica. Monique foi aprovada em um concurso público da Secretaria municipal de Educação em 2011, e passou a dar aulas para turmas de Ensino Infantil da Escola Ariena Vianna da Silva, em Senador Camará, onde, sete anos depois, ascendeu à diretora.

 

Ela atuou na unidade até agosto de 2020 para assumir um cargo no Tribunal de Contas do Município (TCM), onde viu seu salário pular de R$ 4 mil para R$ 16.500. A pedagoga, porém, foi exonerada do TCM em março de 2021, mas seguiu com a matrícula no município.

 

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Mesmo com o afastamento, Monique Medeiros segue recebendo seu salário, de acordo com o que é previsto em lei. Em janeiro, quando os primeiros lances do caso se desenrolaram, Ferreirinha defendia a suspensão do salário.

 

 

 

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“Pessoalmente, acho um absurdo pagar uma servidora que não trabalha e é acusada de um crime bárbaro, mas essa é a lei e estamos cumprindo, mas deixando a servidora afastada dos nossos alunos e demais servidores”, afirmou Renan Ferreirinha.

 

Fonte: Metrópoles

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