Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Os assassinos do presidente da Associação dos Agricultores Familiares do Projeto de Assentamento Buritis, Gilson da Silva Rosda, 41, ainda não foram presos.
O crime aconteceu na região conhecida por Entroncamento da BR-319 com a BR-230 (Transamazônica) que limita a cidade de Humaitá com as comunidades do entorno do Rio Ipixuna
Na ação dos bandidos, segundo informações policiais, uma adolescente de 13 anos, que se encontrava no local foi ferida com tiros em uma das coxas e se encontra sob cuidados no Hospital Regional da cidade. Ela aguarda transferência ao Pronto Socorro e Hospital João Paulo Segundo, da Capital rondoniense para ser submetida a cirurgia.
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Extraoficialmente, o caso já estaria sob segredo de Justiça até ao inquértio. Apesar das informações retidas nas últimass 72 horas no âmbito da Polícia Civil e Militar, familiares e amigos da vítima, pretendem acionar o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, uma vez que, o crime reúne características de pistolagem. Nesse caso, após a apuração da Polícia Civil amazonense, "o caso poderá ser federalizado, já que a vítima vinha sendo jurada de morte dentro do assentamento", afirmam moradores do PA Buritis.
Caso semelhante ocorreu em 2017, quando três dirigentes da Associação dos Produtores Rurais das Comunidades da Região do Igarapé Arara ( Polícia Civil de Rondônia prendeu um suspeito dos homicídios, mas não localizou os corpos de Flávio Souza, Marinalva Souza e Jairo Pereira), no Sul do municipio de Canutama, foram assassinados por funcionários da antiga "Fazenda Shaloom" (hoje com nome de Fazenda Rondônia, situada entre os quilômetros 45 ao 58, d a BR-319).
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Jairo Feitoza, Marinalva Souza e Flávio de
Souza, assassinados nas fundiárias da
antiga Fazenda Shalom, na BR-319
Os corpos das vítimas não foram encontrados até hoje, denunciam dirigentes da entidade sob sigilo da identidade temendo represálias de um suposto grupo de extermínio que atua na região sul do Estado há décadas sem ser desmantelado pela Polícia amazonense.
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Pistoleiros da antiga Fazenda Shalom (Rondônia)
incendiara a sede da Associação
Os crimes, segundo declararam dirigentes da Asprocria ocorreram logo após a Gerência da Unidade Avançada do Incra, em Humaitá, ter autorizado a entidade a demarcar a área onde ass famíliass foram assentadas, inclusive, com coordenadas para efeito de elaboração do Memorial Descritivo, Planta Baixa e emissão da Declaração da Emissão de Posse dos lotes já cortados (demarcados). Á época, o gerente da ex-Fazenda Shallom, Antônio Mijoler teria abordado as vítimas (Flávio, Marinalva e Jairo) sob escolta de seguranças armados (guaxebas, no linguajar do crime organizado) pilotando triciclos.
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O gerente da da antiga Fazenda Shalom na BR-319, KM 45 ao
58, Antônio Mijoler foi preso dentro do forro de uma casa
em Porto Velho (Foto: Polícia Civil de Rondônia)
Na aparente retomada do caso Gilson da Silva Rosa, 41, ele foi emboscado e morto por homens encapuzados pilotando triciclos fortemente no escurecer do último domingo (12). O fato ocoreu no trevo que liga as BRs 319 e 230 (Transamazônica) em direção aos distritos do Ipixuna (com terras pertencentes à União e ocupadas em mais de 80% por fazendeirosd e madeireiros sulistas, sudesinos e matogrossenses). A área limita-se, ainda, com o município de Lábrea e o distrito de Realidade (Humaitá). Essa região é constante de crimes de encomendas, segundo assentados sob a responsabilidade do Incra, no Amazonas.
NOVO CANGAÇO NO SUL DO AMAZONAS
Os municípios de Lábrea, Canutama e Humaitá, no Sul do Estado, com a abertura das fronteiras agrícolas a partir da dupla divisa dos estados de Mato Grosso (Comodoro) e Rondônia (Vilhena) foram invadidos por migrantes de todo o País nos anos 80 e 90 (1977 a 1985). De lá prá cá, segundo historiadores consultados, muitos mais migrantes entraram em Rondômia e de lá para o Amazonas. Inclusive com uso de identidades e documentações falsas sob investigação do momento.
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Pai e filhos pistoleiros retirados de circulação por
crimes de encomenda no município de Humaitá,
sul do Amazonas pela PC do Estado
Afora aqueles considerados "bons migrantes" - os que verdadeiramente, não enveredaram no pelo submundo do crime organizado do tráfico de drogas, fraudes em cartões de créditos, auxílio social (Emergencial, Brasil, Bolsa Família, Seguro Defeso e da Previdência), além de crimes de lavagem de dinheiro, esses tiveram sucesso na terra que adotaram para viver, produzir e tirar dela o alimento necessário, para si e suas famílias, enfatizaram as mesmas fontes.
Dos municípios amazonenses, onde a violência no campo registra os maiores avanços nas últimass três décadas. De acordo com estatísticas oficiais, as áreas "griladas" e tomadas à força da população nativa por sulistas, sudesinos e matogrossenses para desmates, roubo de madeira, essências naturais e vendas ilegais de terras da União, destacam-se Áreas de Proteção Ambiental (APA), Terras Indígenas, Reservas Biológicas, Reservas Extrativistas do Sul de Lábrea, Canutama , Humaitá , Mancioré e Novo Aripuanã (Sul do Estado). Além de Apui, no Extremo Sudeste,.
Além dos crimes de Gilson da Silva Rosa, 41, dos dirigfentes da Asprocria Sul de Canutama (Flávio de Souza, Marinalva Souza e Jairo Feitoza), o de Emerson Jorge Auler (a vítima denunciava corrupção nos Poderes Executivos e Câmaras Municipais), presidente da Associação Transparência Humaitá e tantos outros que continuam impunes, "ao que parece não há mais interesse das autoridades amazonenses e nacionai", uma vez que pedidos nesse sentido (desde 2017-22), geralmente, tendem a ser arquivados, declaram lideranças rurais e indígenas do Sul e Extremo Sudeste do Estado.
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Emerson Jorge Auler, morto por ex-policial do
Mato Grosso. O crime está impune até2023
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Os casos dos assassinatos de presidentes de Associações de Assentamentos sob a responsabilidade da 15ª Superintendência Regional do Incra - que cabe à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF) investigarem, "até agora, eses órgãos não apresentaram soluções às famílias das vítimas e à sociedade em geral", diz novo presidente da Associação dos Produtores Rurais das Comunidades da Região do Igarapé do Arara (Asprocria), que se encontra em Brasília apelando ao Presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT-SP) para que reabra os casos através do Ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB-MA).