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Argentina foi morta com 18 facadas e entrou em luta corporal com criminoso em Búzios, aponta laudo do IML
Foto: Reprodução

A acrobata argentina Florencia Aranguren, de 31 anos, levou 18 facadas quando caminhava na trilha da praia de José Gonçalves, em Búzios, na Região do Lagos, segundo o laudo do Instituto Médico-Legal (IML).

 

O exame de necropsia, obtido com exclusividade pelo GLOBO, mostra ainda que a estrangeira chegou a entrar em luta corporal com o criminoso antes de morrer. O lavrador Carlos José de França, da mesma idade, foi preso em flagrante pelo homicídio.

 

De acordo com o documento, Aranguren sofreu a maioria das lesões no pescoço, inclusive a facada que levou na artéria carótida e na veia jugular direitas foram as que provocaram a hemorragia externa que levou a morte da estrangeira.

 

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Os peritos também atestaram que corpo da jovem também apresentava escoriações em placa nos membros superiores, como no cotovelo esquerdo, e inferiores, como na dorsal do pé direito.

 

Professor titular de Medicina Legal da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o perito Nelson Massini explica que esses são sinais de que ela foi mobilizada ao local por arrastamento.

 

— É importante mencionar que a vítima também exibia múltiplas feridas nos dedos indicador e anelar esquerdos, característica produzidas por situações de defesa, em que ela tentou resistir as agressões e entrou em luta corporal com o autor do crime — pontua Massini.

 

Aranguren morava em Búzios havia três dias. Nesse período, ele praticava caminhadas nos acessos a José Gonçalves acompanhada por seu cachorro, Tronko.

 

Na manhã da última quarta-feira, ela teria cruzado com França, que andava de bicicleta na região e a teria atacado. Horas mais tarde, ele foi localizado por policiais militares tentando lavar manchas de sangue nas roupas em um condomínio da região.

 

Ao levá-lo até o local onde estava o corpo de Aranguren, os PMs perceberam que Tronko tentou atacá-lo. Um dia antes de morrer, a acrobata levou o cachorro em uma clínica veterinária para fazer exames.

 

— Quando hoje de manhã vi a foto do cachorrinho ao lado do corpo na internet, logo escrevi para a amiga dela, que mora perto da Praia da Tartaruga.

 

A amiga, que era considerada irmã, era o contato dela no Brasil. Pedi autorização para entregar o cãozinho à família. É impossível não se comover — disse Karoline Brasil, proprietária da clínica.

 

Como O GLOBO mostrou, França já tinha cinco anotações criminais ao ser preso. Em uma delas, ele foi condenado a 15 anos de prisão por um roubo e um estupro cometidos contra uma adolescente, em Pernambuco, em 2009.

 

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Na ocasião, ele abordou com uma arma a menina e duas amigas quando voltavam da escola, no Matadouro Público da cidade de Quipapá. A vítima, de 15 anos, entregou o celular e disse não ter dinheiro. Insatisfeito, ele a levou para um local deserto, onde a estuprou. 

 

Fonte:Extra

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