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Argentina vive nova corrida cambial, e dólar supera mil pesos; governo eleva imposto
Foto: Reprodução

Cotação no paralelo chega a novo recorde. Casa Rosada cria novos tributos para gastos de argentinos com cartão de crédito no exterior para conter sangria de divisas

A Argentina vive uma nova corrida cambial, em plena campanha presidencial e faltando menos de duas semanas para as eleições de 22 de outubro.

 

Nesta terça-feira, a cotação do dólar paralelo - o dólar blue - superou mil pesos, um novo recorde histórico para um país que nos últimos anos sofreu sucessivas desvalorizações de sua moeda nacional.

 

O ministro da Economia e candidato presidencial Sergio Massa culpa seu rival da extrema direita, Javier Milei, pela nova corrida ao dólar paralelo — que em 2 de outubro estava em 800 pesos .

 

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Na última segunda-feira, Milei disse a jornalistas locais que o peso era “um excremento”, atitude considerada irresponsável pelo candidato peronista.

 

Em evento na noite de segunda, ao lado do embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, o candidato da Casa Rosada afirmou que quando vê “candidatos que são capazes de incendiar a casa onde vivem para conseguir mais votos me preocupo”.

 

Na manhã desta terça, na tentativa de conter a nova corrida cambial, o Banco Central, por orientação do ministro e candidato, publicou novas regras para a utilização do cartão de crédito e débito dos argentinos no exterior, tornando mais cara a cotação para quem gasta em pesos fora do país.

 

O BC argentino unificou três tipos de dólares usados para viagens internacionais — o Catar, solidário e cartão —, e aumentou os tributos cobrados aos argentinos que pagam despesas no exterior com cartões de débito ou crédito. O objetivo de Massa é limitar ainda mais as possibilidades que os argentinos têm de viajar e, assim, a demanda de dólares dentro da Argentina.

 

Nos bancos de Buenos Aires, as filas são cada vez maiores e alguns correntistas esperam mais de uma hora para sacar até mesmo US$ 40. Os dólares guardados em casa e não nos bancos são usados para pagar contas e para poupar, esperando que a cotação continue subindo. Consultadas pelo GLOBO, algumas pessoas mencionaram as falas de Milei, mas outras culparam o próprio Massa pelo desastre econômico que vive o país.

 

Esta nova corrida é uma péssima notícia para o ministro candidato, que enfrenta o desafio de impedir uma vitória de Milei no primeiro turno, cenário que analistas locais não descartam.

 

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Ser ministro da Economia e candidato é uma combinação complexa, num país que atravessa, mais uma vez, uma crise econômica profunda, com inflação anual acima de 100%, taxa de pobreza de 41%, e o risco de fortes turbulências financeiras. 

 

Fonte: O Globo

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