Na vastidão dos tempos pré-históricos.
Na vastidão dos tempos pré-históricos, quando a humanidade ainda rastejava em direção à civilização atual, um objeto pode ter aperfeiçoado a maneira como os humanos caçavam.
De acordo com descobertas mais recentes, uma determinada ferramenta, chamada atlatl, pode ter concedido às mulheres um papel igualitário na caça, desafiando as convenções de gênero das quais muitos de nós nos acostumamos a acreditar.
O estudo colocou 108 participantes à prova, colocando cada um para arremessar o dardo vinte vezes, sendo dez de forma manual e as outras dez usando o atlatl, numa maneira de comparar o uso do atlatl com o lançamento manual de dardos. Foram realizados, ao todo, mais de 2.160 lançamentos. Os resultados foram inegáveis.
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O atlatl não apenas aumentou a velocidade dos dardos lançados, mas também nivelou a competição, igualando as velocidades de lançamento entre os participantes masculinos e femininos.
Quando os homens lançaram o dardo sozinho, conseguiam chegar de 8 a 16 metros por segundo, contra 5,1 a 11,5 metros por segundo alcançados pelas mulheres. Por outro lado, ao usarem o atlatl, os homens atingiam de 10 a 24 metros por segundo, contra impressionantes 10 a 20 metros por segundo das mulheres.
Esses resultados sugerem uma reviravolta fascinante nas narrativas tradicionais. A ideia de que as mulheres desempenhavam papéis passivos na caça é agora desafiada. A partir dessa descoberta, nasce a figura de uma mulher, também, caçadora.
A FERRAMENTA DA IGUALDADE

Foto: Reprodução.
O atlatl é um dispositivo que transcende o tempo. Uma ferramenta de alavancagem, oriunda lá da Idade da Pedra, que permitiu aos nossos ancestrais arremessar lanças com uma força impressionante. No entanto, uma das surpresas mais intrigantes reveladas por um estudo recente é que esse objeto ancestral pode ter sido um grande "equalizador" de gênero.
Conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Kent, nos EUA, o estudo trouxe à luz a possibilidade de que as mulheres pré-históricas poderiam muito bem ter sido as pioneiras dessa inovação revolucionária.
A arqueóloga Dra. Michelle Bebber, líder do estudo, aponta para a possibilidade de que enterros femininos e masculinos contendo o atlatl agora possam ser interpretados de maneira diferente. Nessa nova visão, a ocorrência do dispositivo nos enterros tanto de homens quando de mulheres simboliza a igualdade de gênero na distribuição do trabalho.
Sendo assim, o atlatl se torna um exemplo e um testemunho do papel das mulheres nas sociedades antigas, mostrando que elas também era responsáveis por trazer o alimento ao lar e à comunidade.
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Por fim, de acordo com os pesquisadores, as mulheres podem muito bem ser as mentes brilhantes por trás do atlatl. Esse seria só mais um sinal da criatividade e da determinação que sempre estiveram presentes nas narrativas das mulheres ao longo dos séculos.
Fonte: Mega Curioso.