A guerra da Ucrânia também é feita de arte. O responsável é o artista plástico britânico Max Denison-Pender, de 25 anos. Ele decidiu se arriscar no front do conflito armado, iniciado em fevereiro do ano passado, para registrar em telas cenas do front.Max se juntou a um batalhão de assalto atrás das linhas de frente de Bakhmut.
O baque de um projétil sacudindo o chão não o abalava mais após duas semanas no front, e ele continuava pintando um soldado encostado num carro abandonado, aproveitando a luz da manhã. O artista já reconhecia a diferença entre o fogo de artilharia de entrada e saída. A guerra tinha, defintivamente, entrado na sua rotina.
O combatente aprovou o resultado e partir para a linha de frente de combate. Episódios assim viraram rotina para Max, nascido no Chile e que já viajou à Amazônia para pintar. Ele defende o que chama de "arte ao extremo".
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O britânico diz que pretende o quanto puder evitar o conforto de um estúdio. Ele prefere embalar seu cavalete, tintas e pincéis para partir para os cantos mais distantes do planeta para documentar a vida em estado bruto por meio da tinta, conforme relatou reportagem do "Metro".
"Nunca é turismo, mas um desejo palpável de testemunhar e documentar os limites extremos da vida na Terra", afirmou ele, quue também já registrou erupção na Islândia, mineradores ilegais no Congo e animais em várias regiões do planeta.
A Ucrânia, porém, foi sua aventura mais radical. Foram três semanas pintando na frente oriental ucraniana, que experimentou alguns dos combates mais ferozes desde o início da guerra iniciada com a invasão da ex-república soviética pelas forças da Rússia.
"Só porque algo é perigoso, por que devemos deixar que isso atrapalhe a criação de uma arte poderosa?", perguntou Max no seu estúdio no sul de Londres (Inglaterra).
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"Não há muitas maneiras de explicar a amigos e familiares que você está partindo para um campo de batalha para pintar humanos em guerra. Só contei ao meu pai um dia antes de partir", acrescentou.
Fonte:Extra