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Às vésperas de eleição na Câmara, Mesa Diretora aumenta valores da cota parlamentar
Foto: Reprodução

A Mesa Diretora da Câmara publicou nesta sexta-feira (20) um ato que aumenta os valores a que os deputados têm direito para custear despesas com o mandato.

 

Além da chamada cota parlamentar, foram reajustados o auxílio-moradia e o valor a que os deputados têm direito para bancar combustível. Apenas este último passará de R$ 6 mil para R$ 9,3 mil mensais.

 

Os novos valores entram em vigor a partir da próxima legislatura, que começa no dia 1º de fevereiro.

 

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O ato é assinado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e pelos demais integrantes da Mesa Diretora.

 

A decisão acontece a menos de duas semanas da eleição para a nova composição da Mesa Diretora, marcada para o dia 1º de fevereiro.

 

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COTA PARLAMENTAR


A cota parlamentar é destinada ao custeio de despesas com passagens aéreas, combustível, alimentação, hospedagem e a manutenção de escritórios mantidos pelos deputados no estado de origem.

 

Ela é paga por meio de reembolso, após a apresentação de nota fiscal. O saldo que não é gasto fica acumulado para o mês seguinte.

 

O valor da cota varia de acordo com o estado de origem do parlamentar. Atualmente, vai de R$ 30,8 mil mensais, pagos aos deputados do Distrito Federal, a R$ 45,6 mil mensais, pagos aos de Roraima.

 

A partir do mês que vem, o valor da cota passará a variar de R$ 36,7 mil (Distrito Federal) a R$ 51,4 mil (Roraima).

 

Os valores levam em consideração o preço das passagens aéreas de Brasília até a capital dos estados. A última vez que as cotas haviam sido reajustadas foi em 2016.

 

MORADIA E COMBUSTIVÉL


O mesmo ato também aumenta o valor do complemento do reembolso do auxílio-moradia, que é descontado da cota parlamentar.

 

O auxílio-moradia é pago aos deputados que não ocupam os imóveis funcionais em Brasília. Se o valor da despesa comprovada com diárias de hotel ou aluguel ultrapassar o valor previsto, o deputado pode requerer esse complemento.

 


Atualmente, o valor é de R$ 1,7 mil mensais;


A partir de fevereiro, passará para até R$ 4,1 mil mensais.


O limite da cota parlamentar utilizado com combustíveis e lubrificantes também aumentará:

 

Atualmente, é de R$ 6 mil mensais;


A partir de fevereiro, passa para R$ 9,3 mil mensais.


A justificativa para a mudança, segundo a Mesa, é "adequar o valor da cota" aos "maiores custos relacionados ao exercício do mandato, que são deslocamento e habitação".

 

De acordo com técnicos do Congresso, os recursos para o aumento dos valores da cota parlamentar estão reservados no Orçamento de 2023.

 

Procurada, a Câmara informou que "há previsão orçamentária para o reajuste da cota parlamentar, que busca adequar seu valor aos maiores custos do exercício do mandato registrados desde a última correção realizada em fevereiro de 2015."

 

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A Câmara informou ainda que o reajuste é de 14,8%. 

 

Fonte: G1

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