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Astrônomos descobrem buraco negro mais antigo já detectado
Foto: Reprodução

Astrônomos descobrem buraco negro mais antigo já detectado

Ao analisar os mais novos dados do Telescópio Espacial James Webb (JWST) da NASA, cientistas identificaram o buraco negro mais antigo já registrado, situado nos primórdios do Universo.

 

Os resultados da pesquisa, conduzida por uma equipe internacional liderada pela Universidade de Cambridge no Reino Unido, foram publicados em um artigo na revista NatureO estudo revelou a existência desse fenômeno cósmico, que, de acordo com as conclusões, está progressivamente consumindo sua galáxia hospedeira até sua completa extinção.

 

Este buraco negro, datado de apenas 400 milhões de anos após o Big Bang e com uma massa equivalente a vários milhões de vezes a do nosso Sol, desafia as concepções convencionais sobre a formação e o crescimento desses eventos astronômicos.A ideia teórica de objetos tão densos que nem mesmo a luz poderia escapar de sua atração gravitacional surgiu no século XVIII, com as contribuições de pensadores como John Michell e Pierre-Simon Laplace.

  

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No entanto, o termo “buraco negro” só nasceu na década de 1960, proposto por John Archibald Wheeler.O primeiro candidato a buraco negro foi Cygnus X-1, uma fonte de raios-X em uma binária de raios-X, identificada como tal em 1964.Em 1971, o astrônomo David C. Bolton sugeriu que Cygnus X-1 era um buraco negro. Posteriormente, em 1972, os astrônomos confirmaram que Cygnus X-1 provavelmente hospedava um buraco negro.

 

Além disso, em 2019, a colaboração internacional Event Horizon Telescope (EHT) apresentou a primeira imagem direta de um buraco negro no centro da galáxia M87. Essa conquista histórica representou um marco significativo na astronomia e na compreensão dos buracos negros.Dessa forma, as informações que temos sobre esses fenômenos são relativamente novas em comparação à idade do que seria o buraco mais antigo do universo.Buraco negro mais antigo desafia conceitos


Desafiando a crença comum de que os buracos negros supermassivos se desenvolvem ao longo de bilhões de anos, essa recente descoberta levanta a possibilidade de diferentes trajetórias de formação, como a possibilidade de “nascerem grandes” ou de consumirem matéria a uma taxa cinco vezes maior do que inicialmente imaginado.

 

(Foto: Reprodução)

 

De acordo com os modelos estabelecidos, os buracos negros supermassivos têm origem no colapso de remanescentes de estrelas mortas e atingem aproximadamente cem vezes a massa do Sol.Se esse padrão fosse seguido, o objeto recém-identificado levaria cerca de um bilhão de anos para alcançar o tamanho observado. No entanto, como mencionado, o Universo não tinha nem meio bilhão de anos quando esse buraco negro foi detectado.

 

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Roberto Maiolino, professor de Astrofísica Experimental e líder da equipe, um renomado especialista, destaca que é extraordinariamente cedo no Universo encontrar um buraco negro de tal magnitude.Isso suscita a necessidade de explorar outras formas de formação, considerando que, nas palavras de Maiolino, “as primeiras galáxias eram ricas em gás, tornando-se um verdadeiro banquete para esses objetos em crescimento”. 

 

Fonte: Fatos Desconhecidos

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