Homens sudaneses, que fugiram do conflito em Murnei, na região sudanesa de Darfur, caminham ao cruzar a fronteira entre o Sudão e o Chade em Adre, em 4 de agosto de 2023
Um ataque aéreo em um mercado em Cartum, capital do Sudão, deixou ao menos 40 mortos, informou um pronto-socorro voluntário neste domingo (10). Este é o maior número de vítimas civis em um único ataque desde o começo da guerra civil no país, que começou em abril.
Já dura quase cinco meses o conflito no Sudão, que começou no dia 15 de abril. Os confrontos já deixaram pelo menos 4 mil mortos e forçaram mais de 4 milhões de pessoas a fugirem de casa - sendo mais de um milhão para países vizinhos.
Especialistas acreditam que o número de vítimas pode ser ainda maior, com muitas mortes não contabilizadas oficialmente e acusações de tentativa de genocídio na região do Darfur, no oeste do país.
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Os confrontos entre paramilitares e forças do governo eclodiram nas ruas da capital, Cartum, em 16 de abril e se estenderam por outras regiões do país africano.
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Foto: Reprodução
Os combates começaram após meses de tensões entre dois líderes militares rivais. As Forças Armadas do Sudão, sob o comando do general Abdel Fatah al-Burhan, e unidades paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR), chefiadas pelo vice-presidente do Conselho Soberano, Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti, trocaram acusações de provocar o conflito.
O general Abdel Fatah al-Burhan é de fato o líder do país africano. Ele se tornou um nome conhecido em 2019, depois que o Exército derrubou o autocrata de longa data Omar al-Bashir, após meses de protestos em massa.
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E Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti, desfruta de forte posição desde que Bashir havia assumido o poder. Vindo de uma família de pastores de camelos distante da capital, ele subiu na hierarquia para se tornar líder da notória milícia Yanyawid, que deu origem às FAR e é acusada de cometer crimes contra a humanidade durante o conflito de Darfur.
Fonte: G1