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Ataque no Irã aumenta temor de que guerra entre Israel e Hamas se espalhe pelo Oriente Médio
Foto: Sare Tajalli

Explosões ocorreram um dia após o assassinato no Líbano do número 2 da ala política do Hamas, que é apoiado por Teerã

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, apontou os “inimigos maliciosos e criminosos” do país como responsáveis por explosões que deixaram 84 mortos e 284 feridos perto do túmulo do comandante iraniano Qassem Soleimani na região central iraniana nesta quarta-feira, prometendo que “essa tragédia terá uma forte resposta”. O número de mortos foi inicialmente informado como 103, mas o ministro da Saúde do Irã, Bahram Eynollahi, disse que alguns nomes foram acidentalmente registrados duas vezes.


Apesar de Khamenei ter evitado especificar qualquer grupo ou nação pelo massacre, o presidente Ebrahim Raisi apontou o dedo para os arquirrivais de Teerã, dizendo aos “criminosos EUA e regime sionista (Israel) que pagarão um alto preço pelos crimes cometidos, e que se arrependerão”.

 

Em declarações transmitidas mais cedo, o ministro do Interior do Irã, Ahmad Vahdi, disse que os ataques foram um ato de “terror” feito para punir a posição iraniana contra o Estado judeu e “uma resposta ao ‘eixo de resistência’ à morte de mulheres e crianças inocentes” na Faixa de Gaza, referindo-se aos grupos e milícias pró-Irã e anti-Israel na região, incluindo no Iraque e Síria.

 

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As declarações ao ataque, um dia após o assassinato no Líbano do número 2 da ala política do Hamas, que é apoiado por Teerã, são o mais recente sinal de que há o risco de a guerra de quase três meses entre Israel e o grupo fundamentalista islâmico palestino virar um conflito regional.

 

Líder do Hezbollah prometeu se vingar após ataque a Beirute que matou liderança do Hamas — Foto: Anwar Amro/AFP

Líder do Hezbollah prometeu se vingar após ataque

a Beirute que matou liderança do Hamas

(Foto: Anwar Amro)

 

Atribuído a forças israelenses, o ataque contra Saleh al-Arouri no sul de Beirute  reduto do movimento xiita libanês Hezbollah foi o primeiro a atingir a capital libanesa desde o início da guerra de Israel contra o Hamas em 7 de outubro, quando o grupo lançou os piores ataques em solo israelense desde a formação do Estado judeu, em 1948, deixando 1,2 mil mortos e 250 reféns.

 

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O Irã disse na terça que o assassinato de Arouri motivará a resistência contra Israel, enquanto o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou nesta quarta que a morte era uma “flagrante agressão israelense em Beirute”.Se o inimigo pensar em iniciar uma guerra em território libanês, vamos lutar sem restrições, sem regras e sem limites  disse. 

 

Fonte: Extra

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