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Ataques Israelenses matam funcionários da ONU na Faixa de Gaza
Foto: Reprodução

Israel é acusado de atingir a equipe da UNRWA em meio à escalada de conflitos

A escalada de conflitos na região de Gaza atingiu um novo patamar, com os mísseis disparados por Israel resultando na morte de nove funcionários da UNRWA, a agência das Nações Unidas para refugiados palestinos. A notícia foi anunciada nesta quarta-feira (11) por Juliette Touma, chefe de comunicações da agência, que afirmou que as mortes ocorreram devido a ataques que destruíram as casas dos funcionários.

 

A UNRWA, que tem a missão de prestar assistência humanitária aos palestinos deslocados, enfatizou que Israel tem a obrigação de evitar causar dano à população civil, sob risco de ser considerado um crime de guerra. A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou sua preocupação com as ofensivas militares tanto do Hamas quanto das forças israelenses, e pediu que ambas as partes prestem esclarecimentos sobre suas ações.

 

Além disso, a ONU fez um apelo ao Hamas para que liberte reféns israelenses e condenou os ataques contra civis em território de Israel. No entanto, a organização ressaltou que a resposta do governo de Benjamin Netanyahu levou 187 mil palestinos a buscar abrigo em escolas da ONU em Gaza.

 

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A agência da ONU também anunciou que sua sede na Cidade de Gaza foi alvo de mísseis, causando "danos significativos" no prédio. Todos os funcionários internacionais da ONU na região estão se abrigando em outro prédio dentro do mesmo complexo.

 

Segundo relatórios iniciais, os escritórios e os bens da UNRWA foram danificados, destacando a importância de proteger os prédios e instalações das Nações Unidas, mesmo em tempos de conflito.

 

Desde o dia 7 de outubro, a UNRWA registrou danos colaterais e diretos em pelo menos 18 de suas instalações, incluindo escolas que abrigam civis deslocados. O aumento da violência está causando preocupação internacional e agravando a já precária situação humanitária na região.

 

Na terça-feira, Israel e a cúpula da ONU trocaram acusações, resultando em uma crise diplomática. O organismo internacional fez um apelo enfático para que o governo de Benjamin Netanyahu cumpra com as regras internacionais e evite atacar civis, alertando que o cerco contra Gaza poderia constituir um crime de guerra.

 

O governo israelense, por sua vez, respondeu com dureza, insistindo que seus alvos nunca são civis. No entanto, dados divulgados pela ONU apontam que a operação de resposta de Israel já atingiu 5,3 mil prédios em Gaza, gerou 187 mil deslocados e deixou 610 mil palestinos sem acesso a água potável.

 

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A comunidade internacional continua a pressionar por um cessar-fogo e a busca por uma solução pacífica para o conflito, enquanto a tragédia humanitária em Gaza continua a se agravar.

 

Fonte:Revista Fórum

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