O secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, Francisco Araújo, afirmou que as ordens para as ações criminosas registradas desde a madrugada de terça-feira no estado foram motivadas por exigências, como aparelhos de televisão e visitas íntimas, para os presos do sistema penitenciário local. As declarações ocorreram na manhã desta quarta-feira,15.
"Pelas reivindicações, eles querem televisão, querem sistema de iluminação, visita íntima, coisa que o sistema prisional não está atendendo porque está cumprindo a lei de execução penal", afirmou Araújo. O secretário também declarou que mais presos deverão ser transferidos ao longo desta quarta-feira para outros presídios.
"Nós temos investigações, tanto da Polícia Civil, como da Polícia Federal e Ministério Público, de possíveis pessoas que estavam presas com esse líder da organização criminosa que foi transferido ontem à noite, de ter ordenado esses ataques. Ele estava preso em Alcaçuz, recebeu visitas e, pelas investigações, tem indícios de ele ter dado ordem para fazer esse tipo de ação", completou.
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Em um primeiro momento, a Secretaria de Segurança Pública havia dito que os ataques criminosos eram uma resposta às ações policiais relacionadas à apreensão de armas e drogas. Posteriormente, ainda na terça-feira, a pasta mudou a versão ao afirmar que a ordem vinha de dentro dos presídios e organizada por uma facção criminosa. De acordo com a secretaria, as ordens teriam partido de dentro da Penitenciária de Alcaçuz, na Grande Natal.
ENTENDA
Na madrugada desta terça-feira, 14, quase 20 cidades do Rio Grande do Norte registraram ataques a tiros e incêndios em prédios públicos, comércios e veículos. A Polícia Civil informou que, durante confrontos, uma pessoa morreu e outras cinco foram presas. As cidades alvos de ataques foram: Acari, Boa Saúde, Caicó, Campo Redondo, Cerro Corá, Jaçanã, Lagoa D'anta, Lajes Pintadas, Montanhas, Mossoró, Nísia Floresta, Parnamirim, Santo Antônio, Tibau do Sul, Touros e São Miguel do Gostoso.
Entre os prédios que foram foco dos criminosos estão: um fórum de Justiça; duas bases da Polícia Militar, uma prefeitura e um banco. Além disso, veículos de concessionárias e carros que estavam estacionados nas ruas e em garagens públicas também foram atacados.
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GOVERNO FEDERAL
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que a pasta está desde cedo em contato com o governo do Estado "a fim de verificar o apoio possível, à vista da crise local na Segurança Pública" e que "ainda hoje medidas serão adotadas".
Fonte:Terra