O Athletico anunciou, nesta sexta-feira, que o lateral-esquerdo Pedrinho e o volante Bryan García foram desligados em decorrência da operação Penalidade Máxima. O clube afirmou que não se manifestará mais a respeito e que a questão deve ser tratada pelas autoridades competentes.
Os nomes dos atletas atleticanos aparecem em uma planilha de apostadores divulgada pelo O Globo e que consta na investigação do Ministério Público de Goiás, que está na segunda fase da operação. No momento, eles não foram denunciados e nem se tornaram réus no caso.
Pedrinho e Bryan Garcia já tinham sido afastados do Furacão na véspera da partida contra o Internacional na quarta-feira, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. A dupla estava concentrada no hotel em Porto Alegre e retornou para Curitiba.
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Nesta sexta-feira, eles foram notificados pela diretoria rubro-negra e acabaram demitidos por "justa causa".
Veja as nota divulgada pelo Athletico
"Comunicamos que na data de hoje foram desligados os atletas Bryan García e Pedrinho. O Club não se manifestará mais a respeito, inclusive por meio de seus profissionais, por entender que a questão deve ser tratada pelas autoridades competentes.
A integridade e a ética são valores irrenunciáveis ao Club Athletico Paranaense. Mais que um esporte, o futebol é manifestação cultural do nosso povo. E por isso, entendemos ser dever de todos, principalmente daqueles que praticam e orbitam o futebol, preservar e proteger este patrimônio, combatendo duramente toda e qualquer conduta que ameace sua dignidade e credibilidade.".
No momento, os dois jogadores do Furacão não foram denunciados e nem se tornaram réus no caso.
O ge entrou em contato com o advogado Henrique Melo, representante de Pedrinho, que disse que o jogador não assinou nenhum documento e vai se pronunciar "assim que resolvermos". Anteriormente, ele tinha informado que se reuniria com o jogador para apurar os fatos na quinta-feira.
A reportagem também tenta contato com os representantes de Bryan García. A matéria será atualizada assim que tiver um retorno.
PASSAGENS PELO ATHLETICO
Pedrinho (R$ 8,5 milhões) e Bryan García (R$ 8,5 milhões) custaram aproximadamente R$ 17 milhões aos cofres atleticanos. O lateral foi contratado em outubro de 2021 junto ao Vitória, enquanto o volante chegou em janeiro de 2022 vindo do Independiente Del Valle-EQU.
Pedrinho, 21 anos, fez 70 jogos pelo Athletico entre 2021 e 2023, com duas assistências e nenhum gol marcado. Ele vinha sendo titular neste ano após a venda de Abner ao Betis-ESP. Criado e revelado pelo Vitória, Pedrinho tinha contrato até 19 de agosto de 2026 com o Furacão.
Já Bryan García, 22 anos, fez apenas 14 partidas pelo Athletico entre 2022 e 2023. Criado e revelado pelo Independiente Del Valle, Bryan García tinha contrato até 8 de fevereiro de 2024 com o Furacão.
ENTENDA O CASO
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A Justiça de Goiás aceitou, na última terça-feira, a denúncia do Ministério Público na operação Penalidade Máxima II. Os atletas, que são investigados e defendem outros clubes, vão responder por envolvimento em esquema de apostas em jogos das Séries A e B do Brasileirão. A punição pode chegar a seis anos de cadeia.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) deve decretar uma suspensão – que pode durar no máximo 30 dias – para os jogadores de futebol denunciados pelo MP.
O MP-GO apresentou duas denúncias, contra 15 jogadores, enquadrados nos artigos 41-C (solicitar ou aceitar vantagem para falsear resultados de competições esportivas) e 41-D (dar ou prometer vantagem patrimonial ou não patrimonial com o fim de alterar ou falsear o resultado de uma competição desportiva ou evento a ela associado).
Vários outros jogadores tiveram seus nomes citados na investigação e acabaram sendo afastados por seus clubes. O procurador-geral do STJD disse que ainda vai analisar os documentos fornecidos pelos investigadores de Goiás antes de propor a suspensão preventiva.
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Fotos: Reprodução
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Como ainda não foram julgados – nem pela Justiça Comum e nem pela Justiça Desportiva – os envolvidos no caso não estão impedidos de participarem de jogos. Esse status deve mudar com a suspensão preventiva a ser aplicada pela STJD na próxima semana.
Fonte: GE