Durante uma sessão plenária no Tribunal do Júri do Amazonas, que ocorreu na quarta-feira (13/09), o promotor de Justiça Walber Luís Nascimento fez uma afirmação que provocou a indignação de todos os presentes. Ele comparou advogada Dra. Catharina Estrella a uma cadela.
Inicialmente disse que o contexto da sua fala foi deturpado pela advogada, para em seguida afirmar que se a qualificasse como o animal estaria ofendendo a espécie e não a defensora.
Em uma conta na rede social, a advogada afirmou que “Fui nesse momento ofendida no 3º Tribunal do Júri comparada a um animal, cadela, pelo promotor de Justiça”. Em seguida, disse que precisava de assistência da Seccional do Amazonas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM), da OAB Federal, da Comissão da Mulher Advogada e do Grupo Prerrogativas, que conta com a colaboração de juristas, juízes, advogados, professores e pesquisadores de diversas áreas do Direito.
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Já a Associação Amazonense do Ministério Público (AAMP) divulgou nota de apoio e desagravo ao promotor Walber Nascimento, ao considerar “distorção produzidas pela defesa dos réus durante o julgamento e alega que em momento algum houve a prática dos condutos injustamente imputados a ele”.
O caso repercute nas redes sociais e a advogada criminalista anunciou que vai entrar com uma representação ainda na tarde desta quarta-feira (13), na sede da OAB-AM.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Amazonas (OAB-AM) expressou seu repúdio à conduta do membro do Ministério Público nesse caso lamentável. “Expresso minha solidariedade à Dra. Catharina Estrela neste momento. A OAB-AM está vigilante e pronta para apoiar e os interesses da nossa colega. Juntos, faremos valer a justiça e os direitos de todos os advogados e advogadas. Conte conosco, Dra. Catharina. Estamos ao seu lado!”, escreveu o presidente da Ordem, Jean Cleuter
Por meio das redes sociais, o advogado Marco Aurélio Choy, membro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) explanou as imagens do vídeo e garantiu que irá acompanhar o andamento do caso no CNMP.
“Minha solidariedade à colega Catharina Estrella que, no exercicio de sua nobre profissão, no solo sagrado do 3º Tribunal do Júri de Manaus foi comparada a uma ‘cadela’ por um Promotor de Justiça – esse comportamento é incompatível, ao meu sentir, com o dever de urbanidade esperado de um Membro do Ministério Público, registro minha solidariedade com a colega, pela sua condição de Advogada, pela sua condição de Mulher, e na condição de Representante Institucional no Conselho Nacional do Ministério Público estarei acompanhando o caso, registro por fim, a União da Advocacia Amazonense, por intermédio da OAB-AM e do nosso presidente Jean Cleuter, que se fizeram presentes, de imediato”, escreveu Choy.
Foto: Reprodução
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