Benjamín Damini
Mês do Orgulho é uma época de celebração, reflexão e luta pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. Durante esse período, destacam-se as histórias e as vivências de pessoas como o cantor e ator Benjamín Damini, um homem trans, que compartilha suas experiências e reflexões sobre a importância da data e a realidade enfrentada pelos trans.
— Acredito que seja um dia muito importante para ampliar a visibilidade da comunidade e também a história e a luta de várias personalidades que foram fundamentais na conquista de direitos para a população LGBTQIAPN+ — afirma.
Além disso, Benjamín destaca a necessidade de se conectar com a história e de se engajar na luta contínua por direitos essenciais, como saúde, moradia e trabalho. Ele ressalta a importância de reconhecer as ameaças atuais, como o PL 1904, que criminaliza o aborto e afeta diretamente pessoas trans.
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O artista de 25 anos integrou o elenco de "Malhação - Toda forma de amar", em 2019, na pele da personagem Martinha. Mas ficou mais conhecido ainda no ano seguinte ao compartilhar sua transgeneridade em posts do Instagram.
Além de "Malhação", Benjamin também trabalhou na série "Assédio", de 2018, fazendo uma pequena participação. Ele está no elenco da série "O futuro está morto", lançado no ano passado pela HBO Max. Benjamin vive Ariel nesta produção para o streaming que é baseada no livro "O beijo adolescente", do escritor, Rafael Coutinho. Foi a primeira vez que um homem trans protagonizou uma série no Brasil.
"Eu sou transexual. E nem por isso eu nasci no corpo errado ou odeio minha genitália ou não me amo como sou. Eu sou transexual. E não vou reproduzir machismo, misoginia e masculinidade tóxica", escreveu ele nas redes sociais naquela época.
— Viver no Brasil sendo LGBT+ é viver com medo de se tornar estatística — detalha o jovem à Canal Extra, destacando a constante presença das diversas formas de violência enfrentadas pela comunidade trans.
No entanto, Benjamín expressa orgulho por seu processo pessoal e gratidão pela força da comunidade.
— Estar vivo e trocar afeto, força e experiência com outras pessoas LGBT+ alivia — afirma.
A jornada de Benjamín na construção de sua identidade de gênero começou na infância e foi um processo tanto libertador quanto doloroso. Para o cantor, ter o privilégio de ser acolhido pela família e de encontrar apoio em amizades, especialmente com outras pessoas trans, foi essencial.
— É importante que estejamos perto dos nossos para tecer rede e fortalecer nossas existências —acrescenta.
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A história de Benjamín Damini, destacada no Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, revela as complexas e corajosas jornadas de pessoas trans em busca de reconhecimento e dignidade. Sua narrativa reforça a necessidade de visibilidade, apoio comunitário e políticas públicas inclusivas para que todas as pessoas possam viver livremente e sem medo.
Fonte: Extra