Prefeito Aprígio acusa a deputada estadual Analice Fernandes (PSDB) de agressão
Uma audiência pública que discutia o orçamento do estado no próximo ano terminou em pancadaria na noite desta quinta-feira, na Câmara Municipal de Taboão da Serra, região metropolitana de São Paulo. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver empurra-empurra e troca de socos entre pessoas presentes no plenário.
A sessão foi aberta ao público e contou com a participação de vereadores, deputados estaduais e moradores da cidade. Segundo relatos, o tumulto tem como pano de fundo a disputa municipal do ano que vem e teria sido motivado por uma briga entre apoiadores dos grupos políticos do prefeito de Taboão da Serra (SP), José Aprígio da Silva, e do ex-prefeito Fernando Fernandes, casado com a deputada estadual Analice Fernandes (PSDB).
Ao longo de toda a audiência pública, houve troca de provocações entre os grupos adversários. O deputado estadual Gilmaci Santos (Republicanos), que presidia a sessão, pediu diversas vezes que os manifestantes mantivessem a calma. Durante a fala do deputado Luiz Claudio Marcolino (PT), no entanto, houve uma briga no mezanino, e Gilmaci Santos decidiu encerrar a audiência.
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Ao GLOBO, pessoas que assistiram de perto o momento contaram que uma pessoa gritou no plenário que havia alguém armado, mas essa informação não foi confirmada pela prefeitura ou pela Câmara de Taboão. Diante do tumulto, a Guarda Civil Metropolitana e a Polícia Militaram intervieram, e houve disparo de gás de pimenta.
O prefeito José Aprígio da Silva acusa servidores da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que prestam serviços a Fernando Fernandes e Analice Fernandes de protagonizarem uma "série de atos agressivos e violentos". Em nota enviada ao GLOBO, a gestão municipal diz que os funcionários ameaçaram o prefeito e o secretário de Governo, Mário de Freitas, de morte. Eles registraram boletim de ocorrência no 1º DP de Taboão da Serra.
"O chefe do executivo, de 72 anos, também foi agredido pela própria deputada Analice Fernandes, quando se aproximou do prefeito José Aprígio da Silva de forma visivelmente agitada e, de maneira agressiva, puxou o microfone dele; logo após, o empurrou do púlpito", diz o texto.
A Alesp lamentou a confusão. "O parlamento paulista promove anualmente, de forma descentralizada, os encontros em diferentes cidades e regiões do Estado, com objetivo justamente contrário: o de ampliar a participação dos cidadãos no processo de elaboração das leis estaduais, contemplando as diferentes visões e realidades. Dessa forma, repudia qualquer forma de violência que atente contra os direitos individuais e coletivos e contra a democracia", diz nota da Casa Legislativa paulista.
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Procurada, a deputada Analice ainda não respondeu.
Fonte: O Globo