Em Roraima, os repórteres do Jornal Nacional acompanharam nesta quinta-feira (26) os voos da FAB que estão levando alimentos aos indígenas Yanomami nas áreas de acesso mais difícil.
Essa tem sido a principal tarefa dos soldados da Força Aérea Brasileira: preparar cestas básicas que vão chegar até os Yanomami. No galpão da FAB, em Boa Vista, estão os alimentos que vão ajudar a combater a fome dos indígenas, que passam por uma crise humanitária sem precedentes.
A FAB recebeu até agora cerca de 30 toneladas de alimentos; praticamente tudo já foi entregue aos indígenas. São feitos até três voos por dia até o Polo Base de Surucucu, que fica na reserva Yanomami. Nesta quinta, o Jornal Nacional acompanhou um sobrevoo.
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Desde segunda-feira (23), a Força Aérea Brasileira está levando os alimentos para a reserva Yanomami. Como não é possível pousar na região, a entrega é feita pelo alto.
"Nós temos recebido da empresa, via Funai, as cestas básicas aqui na Base Aérea de Boa Vista; temos acondicionado; o pessoal da equipe Dompsa, do Exército Brasileiro, faz a montagem dos paletes. A partir daí, a gente carrega a aeronave C105, Kaza e o KC390 pra fazer o lançamento em Surucucu”, explica o tenente-coronel Marcelo Muller.Os aviões da FAB também transportam os yanomami em estado de saúde mais grave para serem atendidos em Boa Vista. Os hospitais indígenas estão com problemas de superlotação.
No único hospital infantil do estado, 53 crianças yanomami estão internadas, o que representa 82% das internações. Uma menina, de aproximadamente 1 ano, está com desnutrição grave. O pai, doente, a acompanha. A mãe está internada no Hospital Público de Roraima.
Imagens feitas nesta quinta na Casai, Casa de Saúde Indígena, mostram uma criança em recuperação brincando no lado de fora do hospital, onde também são montadas redes para pacientes e acompanhantes dormirem.Os doentes em estado mais grave são encaminhados para hospitais públicos em Boa Vista. Um homem, que é uma liderança indígena, relatou que a situação dos yanomami é dramática:
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"Questão da alimentação: o povo está morrendo de verdade e não tem como chegar alimentação para lá. Eu já tentei fazer de tudo. Nós conseguimos um avião que tentou pousar em uma pista pequena para levar comida e o avião acabou quebrando a hélice, a asa, tudo mais. Conseguimos levar a comida, mas o avião ficou lá”.
Fonte: G1