Candidata pelo PSB declarou no encontro desta quinta-feira não acreditar que o eleitor paulistano irá escolher um fanfarrão ou a mesmice
A deputada federal Tabata Amaral (PSB) afirmou nesta quinta-feira, durante sabatina realizada pelos jornais O GLOBO e Valor e pela rádio CBN, que acredita que irá ao segundo turno por ter “dificuldade de acreditar” que o paulistano irá escolher Ricardo Nunes (MDB) ou Pablo Marçal (PRTB) para representar a cidade. A deputada federal é a terceira entrevistada nas sabatinas com os candidatos à prefeitura de São Paulo.
— Eu poderia trazer muitos argumentos do que eu estou vendo nas ruas, do fato de eu ter a menor rejeição, ser a única que não perde pra ninguém no segundo turno, mas eu não acho que são essas coisas que importam neste momento. Eu não acho, primeiro, que São Paulo vai eleger um fanfarrão, um criminoso como Pablo Marçal, porque o povo é honesto.
Eu também custo acreditar que São Paulo vai apostar na mesmice, optar pelo menos pior, por essa mediocridade que é o Ricardo Nunes. Que agora diz que é contra a vacina, e desonra o Bruno Covas — declarou, quando questionada de onde viriam os votos que a levariam ao segundo turno.
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— Não é fácil crescer na periferia de São Paulo. Eu não acho que a mensagem é que a barbaridade, a baixaria compensa, as pessoas não são bestas. Talvez eu tenha esperança e fé demais, talvez eu conheça gente honesta e batalhadora demais, mas eu sinceramente tenho dificuldade de acreditar que um desses dois vai estar nos representando — acrescentou.
Ao ser confrontada com a ligeira queda nas intenções de voto na última pesquisa Quaest, de 8% para 7%, e um aumento na rejeição, Tabata foi questionada se a estratégia de bater de frente com Marçal valeu a pena. A candidata afirmou que vai seguir na mesma toada até o primeiro turno e também acusou o adversário de ser ligado ao “mundo do crime”.— É a coisa certa a se fazer, se isso vai ser bom para mim eleitoralmente, não sei — respondeu Tabata. A deputada disse que todos baixaram de nível no debate eleitoral, seguindo o exemplo de Marçal.
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Foto: Reprodução
— É verdade que Marçal foi o primeiro a causar, agora todos os meus adversários também estão apostando na baixaria, e não é só a cadeirada do Datena, são os bate-bocas, a mentira da Marina Helena (a candidata do Novo acusou Tabata de usar jatinho para visitar o namorado João Campos), estão apostando que o povo quer baixaria [...] As pessoas podem dar risada da cadeirada e da baixaria, mas existem problemas que precisam ser resolvidos — disse a candidata.
Aos 30 anos de idade, a caçula na eleição paulistana disse que sua juventude pode ser um trunfo, e não um sinal de “fragilidade”. A candidata fez apelos às mulheres, contrapondo-se à “baixaria” que atribuiu aos seus adversários, e pediu “coragem” para os eleitores apostarem nela.
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— Eu sou uma mulher jovem, e isso eu não consigo mudar. O que a gente tem que mostrar é que não tem problema nenhum ser jovem, é uma baita vantagem. Eu cheguei ao Congresso Nacional seis anos atrás e todo mundo falava que eu ia ser engolida. E se tem uma coisa que eu não fui é ser engolida. Com o tanto de gente que eu bati de frente, Pablo Marçal é fichinha. Posso ter essa cara de menina, mas se tem uma coisa que muitas mulheres sabem é que a gente tem a casca mais grossa que muito marmanjo. Eu tô colocando minha vida em risco, enfrentando tubarão pra tudo quanto é lado.
Fonte: CBN