Rum e charuto, dois prazeres inseparáveis de Samedi
Na encruzilhada entre a vida e a morte, onde o mistério se encontra com o encanto, surge o Barão Samedi, figura única e intrigante do vodu haitiano. Trajando um impecável terno roxo e preto, uma cartola ornamentada e revelando um rosto de caveira, este mestre dos mortos desempenha o papel de guia entre a vida e a morte.
Na tradição do vodu haitiano, o Barão Samedi (Samedi significa "sábado", em francês) cava a cova e saúda a alma da pessoa recém falecida, conduzindo-a ao além. Ao contrário de entidades sombrias de outras culturas, sua personalidade tranquila, sua inclinação ao humor perverso e sua predileção por danças sensuais, o tornam uma entidade única no panteão vodu.
A tradição do vodu haitiano, muitas vezes mal compreendida e vítima de preconceito, tem suas raízes na resistência à opressão durante os tempos sombrios do comércio de escravos. Misturando elementos do catolicismo romano e das tradições religiosas africanas, o vodu é uma fonte de esperança e força para muitos haitianos.
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Na religião vodu, o deus supremo, chamado de Bondye (o mesmo que Bon Dieu, que significa "bom deus" em francês), não tem qualquer gerência sobre as coisas que acontecem na Terra, pois ele é muito elevado e distante de qualquer compreensão que o ser humano possa alcançar.
Assim, é preciso que alguns espíritos façam essa "ponte" entre os humanos e Bondye. É aqui que entram em cena os loa (ou lwa), seres que desempenham funções específicas e podem acessar Bondye, levando a seus devotos bençãos e proteção.

Samedi é o principal loa da religião vodu
(Fonte: GettyImages)
A tradição do vodu haitiano, muitas vezes mal compreendida e vítima de preconceito, tem suas raízes na resistência à opressão durante os tempos sombrios do comércio de escravos. Misturando elementos do catolicismo romano e das tradições religiosas africanas, o vodu é uma fonte de esperança e força para muitos haitianos.
Na religião vodu, o deus supremo, chamado de Bondye (o mesmo que Bon Dieu, que significa "bom deus" em francês), não tem qualquer gerência sobre as coisas que acontecem na Terra, pois ele é muito elevado e distante de qualquer compreensão que o ser humano possa alcançar.
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Assim, é preciso que alguns espíritos façam essa "ponte" entre os humanos e Bondye. É aqui que entram em cena os loa (ou lwa), seres que desempenham funções específicas e podem acessar Bondye, levando a seus devotos bençãos e proteção.
Fonte: Extra