Barroso também afirmou que decisões do Supremo podem desagradar à opinião pública. Entretanto, o Tribunal seguirá com o cumprimento das suas atribuições
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Luís Roberto Barroso, defendeu nesta quinta-feira que as plataformas digitais tenham uma regulação mínima "para um controle do que chega ao público".
Durante evento na Câmara dos Deputados, o ministro do STF citou a proliferação de fakenews no ambiente digital como um efeito ruim na internet, que "revolucionou o acesso à informação". Neste contexto, ele afirmou que a disseminação de notícias falsas atende a interesses políticos.
— A internet e as plataformas digitais da mesma maneira que democratizaram o acesso, abriram as avenidas também para a desinformação, para os discursos de ódio, para as teorias conspiratórias, para destruição de reputações, para o uso da mentira como uma estratégia política. É esse o momento que todos nós estamos vivendo, em termos de plataformas digitais, o mundo todo pensando como regular minimamente as plataformas digitais para que a vida continue sensibilizada, interferindo, no entanto, minimamente com a liberdade de expressão que é um valor precioso — disse.
Veja também

STF valida regra que permite a bancos retomar sem ação judicial imóveis de inadimplentes
A fala ocorreu durante um seminário sobre direito constitucional na Câmara dos Deputados. Barroso também afirmou que decisões do Supremo podem desagradar à opinião pública. Entretanto, o Tribunal seguirá com o cumprimento das suas atribuições.
— Se você está decidindo as questões mais divisivas da sociedade brasileira , alguém sempre fica em desagrado. Se você está decidindo sobre uma questão de agricultores e comunidades indígenas, algum lado fica chateado. Ou, alguma questão que envolve agronegócio e meio ambiente, algum lado vai sair chateado. E são lados que vocalizam sua insatisfação — disse.
Para ele, "o STF não é parte do problema, mas sim parte da solução".
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter, Youtube e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
— É preciso que a gente não se assuste com a assombração errada — finalizou.
Fonte: O Globo