Torcida do Beitar Jerusalém, time de Israel
O Beitar Jerusalém é um dos times mais controversos do futebol mundial. Fundado em 1936, o clube é um dos mais populares de Israel, mas também ficou marcado por nunca ter contratado jogadores árabes em toda sua história.
Muito vitorioso durante as décadas de 80 e 90, o Beitar Jerusalém é dono de seis títulos nacionais, sendo os últimos conquistados nas temporadas 2006-2007 e 2007-2008, além de outras oito Copas de Israel - a última foi conquistada na temporada passada.
A polêmica que envolve o clube está relacionada aos ultras conhecidos como "La Familia". Os torcedores são abertamente de extrema direita e são conhecidos pelo envolvimento em casos de violência e manifestações racistas.
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DOCUMENTÁRIO MOSTRA PROTESTOS DA TORCIDA CONTRA MUÇULMANOS
Em 2016, o documentário "Forever Pure" detalhou um momento de polêmica na história do clube. Em 2013, o então dono do clube, Arkadi Gaimadak, acertou a contratação de dois jogadores chechenos e muçulmanos: Zaur Sadayev e Dzhabrail Kadiyev.
A torcida, em retaliação, incendiou as instalações do clube em forma de protesto. A polêmica cresceu a ponto de o então Primeiro Ministro de Israel, Moshe Yaalon, condenar publicamente o protesto, classificando-o como racista.
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- Eu fiquei chocado com o racismo mostrado nas arquibancadas do Beitar Jerusalem contra ter árabes ou muçulamnos como jogadores do time - disse Yaalon.
No dia 3 de março de 2013, Sadayev marcou seu primeiro gol pelo Beitar Jerusalem, em uma partida do Campeonato Israelense contra o Maccabi Netanya. De acordo com a imprensa local, centenas de torcedores deixaram o estádio por conta do episódio.
Em 2019, membros de "La Familia" exigiram que o meia Ali Mohamed mudasse de nome, por considerarem Mohamed um nome "muito muçulmano". O jogador, de origem do Níger, é cristão.
DONO ÁRABE
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Fotos: Reprodução
Curiosamente, o Beitar Jerusalem foi vendido para um árabe em 2018. Moshe Hogeg, um empresário de tecnologia, se identifica como um judeu árabe. Ele nasceu em Israel, mas seu pai é tunisiano e sua mãe, marroquina.
Hogeg tentou vender 50% do clube para outro árabe: o sheik Hamad bin Khalifa Al Nahyan, da família real dos Emirados Árabes. A torcida, como esperado, protestou contra essa operação e fez questão de demonstrar descontentamento com a decisão.
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O negócio, porém, não foi à frente e foi encerrado em 2022, após Hogeg ser acusado de crimes sexuais. O empresário terminou por vender o clube para o empresário Barak Abramov.
Fonte: GE