Bernardinho na volta aos treinos com a seleção masculina de vôlei
- A Liga das Nações é o único laboratório que a gente tem para se preparar para Paris - diz o treinador, explicando que a equipe fará o seu melhor, mas com foco na França: - Claro que queremos ir bem (na VNL), queremos ganhar. Mas, mais que isso, queremos chegar bem nas Olimpíadas e esse é o momento de trabalhar e testar.
Já classificado para as Olimpíadas, o Brasil pode se dar ao luxo de testar jogadores, diferentemente de seus quatro adversários na primeira fase da Liga, no Rio de Janeiro: Cuba, Argentina, Sérvia e Itália ainda buscam a vaga olímpica. Segundo Bernardinho, as decisões mais importantes para formar o grupo que vai para os Jogos acontecerão durante a Liga das Nações.
- Tem que fazer testes, tomar decisões, não tenho os 12 prontos. (Por exemplo) Lucarelli, que já é titular, de repente não vai jogar uma partida. Por que você vai jogar o tempo todo com Lucarelli, que já está preparado e você precisa preservá-lo? Mas quem estiver na quadra é o titular naquele momento e vamos dar o melhor possível. O que a gente não vai é botar força máxima todo o tempo, porque isso vai desgastar mais do que preparar. Os jogadores já sabem disso, a questão é deixar claro para o torcedor.
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A "descoberta" de Darlan no Pré-Olímpico de 2023 é citada como um exemplo pelo técnico.
- Como você descobre um Darlan? Se ele estiver na quadra jogando - afirma: - Precisamos dar oportunidade a outros. Tem vários, (Lukas) Bergmann, Arthur Bento, jovens muito interessantes que precisam de espaço, e o único espaço que eles têm é agora. Será que estão prontos para uma Olimpíada? Não sei, serão testados agora, não tem teste depois.
O grande obstáculo no laboratório de Bernardinho está no itinerário da Liga. O técnico não gostaria de começar no Rio, nem de fazer viagens longas no caminho.
- Nosso itinerário infelizmente foi mal-concebido, a FIVB... Nós começamos no Brasil, vamos para o Japão, passamos pelas Filipinas e terminamos na Polônia. Diria que é dos piores calendários, mas não adianta chorar, é o que temos. Não depende de nós, depende da organização máxima que nos colocou nessa situação. Construir o time nessa dificuldade de roteiro é complicado - ressalva: - O que eu faria diferente? Eu não jogaria o primeiro torneio no Rio de Janeiro. Primeiro, porque o time não está preparado, alguns jogadores precisam ser trabalhados para estarem bem nas Olimpíadas. E você tem a responsabilidade de jogar bem no Rio, a cobrança é grande. Preferia jogar fora, porque você pode testar com menos pressão.
Ter pela frente, logo na primeira semana da Liga, quatro times que ainda estão em busca da classificação para os Jogos Olímpicos, por outro lado, é visto como uma vantagem por Bernardinho. Torna todos os testes mais efetivos.
- Usar times que vêm para a guerra nos dará boas condições para que nossos jovens evoluam, tenham chance de estar na quadra. A gente não pode nunca perder de vista a questão dos Jogos Olímpicos, que acontecerão daqui a dois meses e meio.
Bernardinho, como se vê, quer o tricampeonato olímpico. Mas faz uma análise realista.
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- Tem alguns times que estão à nossa frente. Pelos números e atuações recentes, você talvez tenha quatro que estão um passo à frente. Eu diria Polônia, Itália, Estados Unidos e França. E diria que Japão, Canadá, Argentina e nós estamos aí, brigando. Cuba vai ser também muito forte. Falei de nove seleções, e pode me cobrar: desses nove, três vão estar no pódio (em Paris) - aposta ele, que acredita nas chances do Brasil nessa briga: - Tudo começa por curtir o processo, se dedicar ao processo, para brigar pelo sonho. E o sonho é a medalha olímpica. Não dá para falar de cor. Chegou ali, é brigar pelo que for. O sonho é esse, a meta é essa, e vamos trabalhar por isso.
Fonte: GE