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Biden diz que espera que acordo de cessar-fogo em Gaza seja alcançado 'até a próxima segunda-feira'
Foto: Reprodução

A primeira etapa do plano prevê uma trégua de seis semanas, uma troca de reféns por prisioneiros palestinos detidos em Israel e a entrada de comboios de ajuda humanitária em Gaza

O presidente americano, Joe Biden, afirmou, nesta segunda-feira, ter a "esperança" de que se alcance um acordo para um cessar-fogo na Faixa de Gaza na próxima semana. Os países intermediários, Estados Unidos, Catar, Egito, pretendem negociar um compromisso com Israel e o grupo terrorista Hamas com vistas a uma trégua e a troca de reféns por prisioneiros, além da entrada de ajuda humanitária no enclave palestino.

 

Perguntado, durante uma viagem a Nova York, sobre a partir de quando poderia haver uma eventual pausa nos combates entre Israel e o grupo terrorista Hamas, Biden respondeu: "Meu assessor em segurança nacional me diz que estamos perto, não estamos lá ainda. Minha esperança é que tenhamos um cessar-fogo até a próxima segunda-feira".

 

Diante da grave crise humanitária em Gaza e da iminente ofensiva terrestre de Israel em Rafah — cidade no sul do enclave onde hoje se abrigam cerca de 1,5 milhão de palestinos fugindo da guerra —, novas discussões sobre um plano de paz elaborado pelos países mediadores do conflito ganharam força nas últimas semanas.

 

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A primeira etapa do plano prevê uma trégua de seis semanas, uma troca de reféns por prisioneiros palestinos detidos em Israel e a entrada de comboios de ajuda humanitária em Gaza.

 

De um lado, Israel exige a libertação de todos os reféns durante a pausa e alertou que uma trégua não significará o fim da guerra. O Hamas, por outro lado, apela a um cessar-fogo total, à retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza e ao fim do bloqueio imposto por Israel desde 2007, além da criação de áreas seguras para as centenas de milhares de pessoas deslocadas pela guerra.

 

A guerra eclodiu em 7 de outubro, quando comandos do Hamas infiltrados a partir de Gaza lançaram um ataque sem precedentes no sul de Israel, matando pelo menos 1.160 pessoas, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados israelitas. Durante o ataque, cerca de 250 pessoas foram sequestradas e levadas para Gaza. Segundo Israel, 130 reféns ainda estão detidos, 31 dos quais se acredita terem morrido.

 

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A retaliação de Israel, por sua vez, já deixou 29.782 mortos em Gaza, a maior parte civis (sendo a maioria crianças e mulheres), segundo o Ministério da Saúde do território. Somente nesta segunda-feira, o Hamas contabilizou 90 mortes. 

 

Fonte: O Globo

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