Lucy Letby foi condenada à prisão perpétua, num dos julgamentos de maior repercussão no Reino Unido nas últimas décadas
O bilionário da tecnologia Mike Lynch, uma das sete pessoas que morreram no naufrágio do superiate Bayesiano na costa da Sicília (Itália), na semana passada, estava planejando investigar o julgamento de Lucy Letby, de acordo com um amigo parlamentar no Reino Unido.
O político conservador David Davis disse que o Lynch, que tinha 59 anos, queria estabelecer "um equivalente britânico ao Innocent Project", uma instituição de caridade dos EUA que ajuda a inocentar pessoas que eles acreditam terem sofrido erros judiciais.
Lynch estava particularmente interessado no caso Letby. No ano passado, a ex-enfermeira neonatal recebeu uma sentença de prisão perpétua pelo assassinato de sete bebês e pela tentativa de assassinato de outros sete, entre 2015 e 2016, num dos julgamentos de maior repercussão no Reino Unido nas últimas décadas.
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"Mike era um especialista de renome mundial em teoria da probabilidade e viu diretamente as fraquezas estatísticas que sustentavam a acusação de Letby", escreveu Davis no jornal ao revelar a iniciativa do magnata.
O parlamentar, que representa as regiões de Goole e Pocklington, iria se reunir com Lynch na semana da tragédia para discurtir os primeiros passos na abordagem do caso Letby.
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"Mas, na segunda-feira, quando eu estava planejando enviar uma mensagem para ele a fim de confirmar o almoço, notícias devastadoras surgiram sobre seu superiate afundando durante uma tempestade perto de Palermo", explicou o congressista.Lynch estava particularmente interessado no caso Letby. No ano passado, a ex-enfermeira neonatal recebeu uma sentença de prisão perpétua pelo assassinato de sete bebês e pela tentativa de assassinato de outros sete, entre 2015 e 2016, num dos julgamentos de maior repercussão no Reino Unido nas últimas décadas.
"Mike era um especialista de renome mundial em teoria da probabilidade e viu diretamente as fraquezas estatísticas que sustentavam a acusação de Letby", escreveu Davis no jornal ao revelar a iniciativa do magnata.O parlamentar, que representa as regiões de Goole e Pocklington, iria se reunir com Lynch na semana da tragédia para discurtir os primeiros passos na abordagem do caso Letby.
"Mas, na segunda-feira, quando eu estava planejando enviar uma mensagem para ele a fim de confirmar o almoço, notícias devastadoras surgiram sobre seu superiate afundando durante uma tempestade perto de Palermo", explicou o congressista.No naufrágio, além de Lynch, morreu a sua filha, Hannah Lynch, e outras cinco pessoas. Quinze conseguiram escapar, incluindo a esposa do magnata, Angela Bacares.
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Fotos: Reprodução
Em junho, Lucy afirmou que nunca tivera a intenção ou tentara fazer mal a nenhum bebê sob seus cuidados, ao depor em um novo julgamento por tentativa de assassinato. A audiência se referia à morte de uma recém-nascida prematura, identificada no tribunal como "Bebê K".Por causa da natureza dos crimes, Lucy recebe tratamento especial de segurança no presídio em em que cumpre a sentença máxima no país. Sua cabeça seria vista como uma espécie de "troféu" por outras presidiárias. Para minimizar os riscos, a enfermeira forma um "grupo de proteção" com duas outras detentas de prisão na Inglaterra, contou o "Daily Mirror".
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Uma delas ajudou o namorado dela cortou a esquartejar o corpo da meia-irmã e a segunda é uma mulher que assassinou o seu próprio bebê, que tinha seis semanas de vida.Também em junho, Lynch foi inocentado das acusações de fraude que enfrentou nos EUA sobre a venda de US$ 11 bilhões (R$ 60 bilhões) de sua empresa de software para a Hewlett-Packard em 2011. Ele foi acusado de inflar o valor da sua empresa, Autonomy, antes da venda, mas foi considerado inocente por um júri em São Francisco (Califórnia). Uma das advogadas que o defendeu estava no Bayesian como um "prêmio" pela absolvição. Se fosse condenado, o magnara poderia ser condenado a mais de 20 anos de prisão.
Fonte: Extra