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Bolsonaristas criticam Janja por presença em camarote no carnaval em meio a tragédia no litoral de São Paulo
Foto: Reprodução

Primeira-dama foi acusada de insensibilidade por parlamentares alinhados à base do ex-presidente; Lula viajou na segunda-feira para a região afetada

A presença da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, no carnaval da Bahia se tornou alvo de críticas de parlamentares da base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Fotos e vídeos da mulher do presidente Lula (PT) no Camarote Expresso 2222, em Salvador (BA), foram publicadas pelos deputados federais como Carla Zambelli (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG). Nas redes sociais, os parlamentares acusam Janja de insensibilidade por ter festejado em meio as tempestades que acometeram o litoral norte de São Paulo no último domingo, deixando pelo menos 48 mortos. Lula viajou para São Sebastião, cidade mais afetada, na última segunda-feira, data em que a primeira-dama publicou uma mensagem de solidariedade.

 

"Estive muitas vezes no litoral norte de São Paulo, um dos cantos mais lindos do nosso país. Ver as praias e morros desfigurados, as pessoas sofrendo, me enche de tristeza e angústia. A superação deste momento tão difícil para o litoral de SP, em especial São Sebastião, virá com união de esforços do Governo Federal, Estadual e municipais . O Presidente Lula está lá para reforçar esta mensagem. Toda minha solidariedade às famílias atingidas por este desastre", escreveu Janja no Twitter. O nome da primeira-dama ficou entre os assuntos mais comentados da plataforma na noite desta terça-feira.

 

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As críticas se baseiam na participação ativa de Janja desde a transição do governo. De acordo com os deputados federais, ela deveria ter acompanhado o marido. No entanto, Lula viajou um dia depois da presença da primeira-dama no carnaval. As gravações, no entanto, são utilizadas de maneira distorcida.

 

Eleito com número recorde de votos, o deputado federal Nikolas Ferreira publicou imagens de uma entrevista da primeira-dama no camarote e criticou a "hipocrisia". "Para visitar o Biden em Washington ela faz parte do governo, mas para visitar as cidades atingidas pelas fortes chuvas no litoral paulista, não", disse o mineiro.

 

 

Já Zambelli compartilhou uma charge em que Janja aparece curtindo a folia ao lado de vítimas da tempestade. De acordo com a parlamentar, a imagem resumiria o "CarnaLula", e aproveitou para criticar o valor doado pelo presidente para a tragédia, o qual chamou de "desumano".

 

"Janja 'curtindo' o Carnaval (como noticiou a imprensa), enquanto seu marido destina míseros e humilhantes dois milhões para "ajudar" SP na maior tragédia humanitária que o litoral paulista já viveu. Em 2021, o então Presidente Jair Bolsonaro destinou setecentos milhões de reais para auxiliar a Bahia e Minas Gerais após tragédia também provocada pelas chuvas", afirmou.

 

 

Membro da tropa de choque, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também aderiu as críticas: "Enquanto a tragédia das chuvas no Estado de SP deixou ao menos 44 mortos, 1,7 mil desalojados, 800 desabrigados e 49 desaparecidos, a primeira-dama do atual presidente curte o Carnaval como se nada tivesse acontecido".

 

COMPARAÇÕES COM BOLSONARO


Desde as chuvas no litoral paulista, apoiadores de Lula e Bolsonaro comparam a postura dos presidenciáveis nas redes sociais. De um lado, parlamentares alinhados ao atual governo enalteceram o atual presidente que interrompeu sua folga de carnaval para visitar São Sebastião e relembraram que, em 2021, Bolsonaro continuou de férias em meio a uma tragédia semelhante na Bahia.

 

A antiga aliada de Bolsonaro, a ex-deputada Joice Hasselmann postou um vídeo do ex-presidente no jet ski: "Eu não esqueci. E você?", escreveu.

 

 

Ao longo de seu mandato, o ex-presidente foi constantemente criticado por suas posturas em catástrofes que ocorreram no país. Quando a barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), se rompeu, em janeiro de 2019, Bolsonaro apenas sobrevoou a região.

 

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Na ocasião, ele estava acompanhado do governador Romeu Zema e dos então ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). 

 

Fonte: O Globo

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