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Política no Amazonas
Bolsonaristas nomeados para o ICMBIO e órgãos da saúde indígena nas Resex Ituxi e Médio Rio Purus resistem em entregar os cargos sob o comando do prefeito Gean Campos Barros, de Lábrea
Foto: Divulgação

Indígenas reunidos para indicações de novos Gestores do ICMBIO e Funai no Purus

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Na esteira das demissões em massa de bolsonaristas pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), no Governo também estão inclusos gestores e terceirizados bolsonaristas das Unidades Avançadas do Instituto Chico Mendes da Preservação da Biodiversidade (ICMBIO) e da Fundação Nacional dos Povos Originários (Funai) na Amazônia, e especialmente no Amazonas.

 

No caso particular dos coordenadores sob indicações de prefeitos, deputados e senadores amazonenses que apoiaram (ou apoiam) o agronegócio na mesorregião do Purus, Rio Negro e do Madeira, segundo informações, "as demissões contam com aval de ribeirinhos, extrativistas e indígenas".

 

Em Lábrea, dossíê sobre a atuação de gestores da Unidade Avançada do órgão (seguido de abaixo-assinados) sobre má gestão na Coordenadoria da Funai, DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), Casai (Casa da Saúde Indígena) e CONDISI (Conselho Distrital Sanitário Indígena), "detalham o desmonte desses órgãos pelas equipes bolsonaristas nomeadas em 2019-2022".

 

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Os relatórios focam na situação de quase abandono de ribeirinhos, moradores das reservas e comunidades indígenas em áreas de proteção, além de relatos de supostos abusos e irregularidades na fiscalizaçaõ e na saude indígena. Esses relatórios também  foram encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF)".

 

"Dessa vez os novos documentos não foram entregues ao prefeito Gean Campos Barros nem à bancada amazonense no Congresso", esclareceram lideranças labrenses.

 

A gestão da Unidade Avançada do ICMBIO na Resex Ituxi e do Médio Rio Purus (MRP), lista denúncias em série e relatam fatos como a contratação de terceirizados e gestores sem formação técnica, a maioria sem vínculo com o Governo. Esses fatos também foram repassados às ministras Marina Silva e Sônia Guajajara, do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e dos Povos Originários.

 

Situação semelhante, também, é encontrada na gestão da Coordenadoria da Funai e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). "Uma ONG privada foi contratada pelo ex-gestor Carlos Galvão (PL) para administrar os recursos da saúde indígena", denuncia o coronel Claudeni, da Polícia Militar do Estado.

 

Em vídeo, ele aponta o imóvel que pertence ao sogro do secretário de Agricultura e Infraestrutura do município de Lábrea, Gerlando Lopes, cujo contrato ele não revela. Das estruturas indígenas, o DSEI contempla ainda o prefeito Gean Barros (MDB) com vários imóveis alugados ao órgão e à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

 

Mas é na Unidade do ICMBIO-Lábrea que as mais sérias denúncias são relatadas ao Governo. Os documentos listam torturas a moradores das reservas convocados pela Unidade, apreensões de pescado e quelônios em quantidade permitida pelo Conselho Deliberativo das Resex Ituxi e Médio Rio Purus, bem como prisão de idosos que questionam o uso de balas-crava nas fiscalização do ICMBIO.

 

Além desse rol de denúncias - que não eram apuradas pela Coordenadoria Regional (CR-1 Manaus-AM) e Porto Velho (RO), - servidores, terceirizados e estagiárias (aprovadas e/ou não pelo gestor José Maria Ferreira), contribuíram com vídeos e fotos que atestam bebedeiras nas lanchas da fiscalização, bem como, revelam flagrantes do atual gestor com carro oficial "enchendo a cara nas noites de Lábrea".

 

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Por outro lado, dirigentes comunitários e das resrvas indígenas aproveitaram a oportunidade para informar que, mesmo demitidos pelo presidente Lula, os Coordenadores do DSEI e da Funai, em Lábrea, ainda não entregaram os cargos. Segundo revelaram,"o prefeito Gean Barros, os deputados Adjuto Afonso (União Brasil) e Átila Lins (PSD), e o senador Eduardo Braga (MDB), "esperam reverter as demissões".

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