Em diferentes níveis, a chamada “bolsonarização” de Lula tem assustado aliados do presidente. O termo, que já circula por Brasília, refere-se à profusão de declarações polêmicas capazes de gerar crises evitáveis. Tal como fez Bolsonaro.
Entre aliados do Centrão, Lula já é taxado como “vingativo” e “fora da casinha”.
A percepção dessa parte do Congresso é que o presidente está longe do tom conciliador que marcou seus dois mandatos anteriores.
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Isso, dizem, prejudica a governabilidade e dá lenha à oposição.Já petistas buscam ser mais compreensíveis com o colega de partido.
Atribuem a postura a Sergio Moro. Justificam os arroubos de imprudência ao período do cárcere e dizem que qualquer um, passasse o que Lula passou, amargaria sequelas emocionais. Sob reserva, contudo, reconhecem que o presidente precisa mudar.
A caminho de seu quarto mês de governo, Lula guarda semelhanças com Bolsonaro no quesito verborragia. E isso pode custar caro.
Aliados do ex-presidente se lamentam até hoje por Bolsonaro não ter controlado a língua durante a pandemia.
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O próprio núcleo do ex-presidente acredita que a pandemia foi crucial para que ele perdesse a eleição. Não pelo que o governo Bolsonaro fez durante o auge da Covid-19, mas pelo que o então presidente falou.
Fonte: Metrópoles