Expectativa é que Paulo Gonet aponte o envolvimento do ex-presidente com a tentativa de golpe
Com o término do recesso judiciário, a Procuradoria-Geral da República (PGR) está se preparando para iniciar uma nova rodada de denúncias relacionadas à tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de Janeiro de 2023. Após identificar 1.345 envolvidos diretos na insurreição bolsonarista, agora espera-se que os responsáveis intelectuais e os financiadores sejam alvo das denúncias.
É aí que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entra. Ele é um dos investigados no inquérito das manifestações antidemocráticas e a expectativa é que ele esteja na lista dos autores intelectuais destacada pela PGR.
Não há uma data precisa para isso, mas segundo agentes da Polícia Federal (PF) consultados pelo blog, já há provas suficientes para oferecer o caso à PGR e ao Supremo Tribunal Federal.
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Em dezembro do ano passado, a PGR, já sob Paulo Gonet, denunciou o primeiro potencial financiador dos atos antidemocráticos. O denunciado, que não teve o nome revelado, é um morador de Londrina (PR) e é acusado de gastar R$ 59,2 mil para fretar quatro ônibus e levar 108 pessoas a Brasília.
Os crimes imputados a ele, que devem ser servir de exemplo para as próximas denúncias, são de:
associação criminosa armada;
abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado pela violência e grave ameaça e;
deterioração de patrimônio tombado.
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Somadas, as penas podem chegar a mais de 30 anos de prisão —mais do que os 17 anos padrões que estão sendo determinados aos golpistas executores da tentativa de golpe.
Fonte: Metropóles