Rosival Santa Cruz da Silva estuda em uma universidade em Cubatão (SP).
O bombeiro aposentado Rosival Santa Cruz da Silva, de 55 anos, finalmente realizou o sonho de estudar Medicina. Ele cursa o 5º semestre da graduação em Cubatão (SP) e contou, em entrevista à TV Tribuna, afiliada à Globo, que desde criança sempre quis ser médico.
“Eu via meus avós sofrendo e eu dizia: Olha vó quando eu crescer eu vou ser médico para ajudar a senhora", lembra ele, que, apesar da inocência da época, manteve sonho vivo após tantos anos.
Mesmo apaixonado pela Medicina foi no Corpo de Bombeiros onde fez carreira e absorveu muitos aprendizados ao longo dos anos de serviços prestados. “Foi uma profissão que eu abracei de corpo e alma. Adotei a filosofia de salvar, treinar e sempre servir à comunidade”, ressalta.
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E são esses aprendizados que acumulou durante toda a vida que Rosival consegue aplicar no dia a dia no curso de Medicina, e inclusive nos estágios obrigatórios. “A minha facilidade é lidar com o público, na UBS [Unidades Básicas de Saúde], na UPA [Unidade de Pronto Atendimento], no Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência]”, explicou.
Por conta disso, acaba acontecendo uma troca muito grande entre ele e os colegas de classe, que são mais novos. “Eles me receberam muito bem, me ajudam muito”.
O coordenador do curso, Marcos Calvo explicou, em entrevista à TV Tribuna, que essas diferenças são importantes para que não haja preconceito em sala de aula. “É uma oportunidade. [...] poder ter essa riqueza da juventude, que tem a vontade de estudar e que está entrando na faculdade agora, e alguém que já tem experiência, mas que também é muito focado e preocupado em fazer o curso”.
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Rosival Santa Cruz da Silva consegue aplicar, no dia a dia no
curso de medicina, aprendizados acumulados durante
toda a vida. (Foto: Reprodução/ TV Tribuna)
HOMENAGEM À MÃE
Esse empenho nas aulas, não só é alimentado pelo sonho de criança, como também é uma forma de homenagear a mãe, que morreu há aproximadamente oito meses. “A minha mãe foi uma grande guerreira. Ela criou eu e meu irmão sem nenhuma condição”, disse, com os olhos cheios de lágrimas.
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“Eu quero ser um médico [para] conseguir amenizar o sofrimento e ajudar muita gente”, afirmou.
Fonte: G1