A área de buscas deste sábado tem cerca de 30 mil m² - quase quatro campos de futebol. A equipe do Jornal Nacional foi a uma rua que fica a cerca de 50 metros do local onde os bombeiros estão fazendo as buscas por desaparecidos.
Os bombeiros disseram que o nível da rua subiu por causa da lama que veio do barranco, e para ter uma ideia do nível normal da rua, é só olhar como ficou um carro: afundado na lama.
Veterinários voluntários buscam animais, socorrem e encaminham para os antigos tutores ou para um lar temporário.
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A pequena lanchonete da comerciante Andrza Maria da Silva é um ponto de apoio para quem trabalha nas buscas. A água não estragou muita coisa, mas ela doou toda a mercadoria que tinha para os amigos e vizinhos que ficaram sem nada.
“Queria ter o poder de ajudar mais, mas não posso. São muitos amigos que ficaram...”, lamenta Andreza Maria da Silva.
Quem viu a chuva de perto tem medo de ficar em casa.
“Uma casa, lugar que a gente se sente acolhido. A gente ficar com medo de ficar dentro de casa é muito complicado”, diz o eletricista Evandro da Silva Gomes.
Dois corpos foram encontrados na tarde deste sábado (25). Um deles, de uma menina, foi localizado graças ao sinal de celular captado pelos agentes da Anatel, que também ajudam nas buscas.
As equipes começaram o dia procurando oito corpos, mas admitem que podem haver mais.
“Essas vítimas que a gente tenta localizar são vítimas que a gente tem identificação, que a gente tem o nome delas e a certeza de que elas estariam aqui. Esse número pode ser maior sim.
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Pode ser que tenha alguém que esteja em algum momento, tenha vindo visitar ou tenha vindo junto e não tenha dado notícia, que essa pessoa pode estar somando esse grupo”, afirma capitão Maycon Cristo, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo.
Fonte: G1