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Bombeiros encerram buscas por indígena Apurinã desaparecido; ex-delegado Federal sugere equipe de fuzileiros de selva para atuar na operação em área de mata fechada em Lábrea
Foto: Reprodução

 Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Equipes dos bombeiros e da Polícia Militar do Estado encerraram a uma semana as buscas pelo indígena Apurinã Francisco Elóia da Costa, 44, que desapareceu numa região de mata fechada da microrregião do Rio Puciari, no município de Lábrea.

 

“Veio Léo”, desde o dia do desaparecimento misterioso do Apurinã Chico, devido a depoimentos considerados contraditórios à família e à Polícia, tornou-se suspeito de um possível homicídio, ainda não esclarecido pela polícia por falta de provas, anunciaram familiares.

 

Segundo familiares, “a Polícia Civil, em Lábrea, não teria acionado todos os seus mecanismos previstos na Lei, desabafou liderança indígena da Aldeia Karipuna. O interlocutor atribuiu a isso, “à falta de estrutura, equipamentos e de pessoal para a Defesa Civil Municipal”.

 

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De acordo com fontes da Polícia local, a equipe que atuar nas operações encerrou as buscas ao indígena devido a região exigir maiores recursos de emprego no campo e no entorno da área onde o episódio aconteceu.

 

- A área é de mata fechada, cercada de charcos e de difícil acesso até para mateiros experientes, afirmaram lideranças indígenas.

 

Depois que os bombeiros militares bateram em retirada da área do teatro de operações apontadas pelos próprios familiares e pelo principal suspeito do desaparecimento, as buscas continuam por conta dos indígenas da Aldeia São Francisco e com a ajuda da coordenadoria da Funai, em Humaitá.

 

Apurinas e parentes uniram forças e continuam as buscas sem

a participação das autoridades responsáveis da região

 

Por sua vez, familiares do indígena ainda aguardam um possível deslocamento de uma equipe de uma unidade de caça e batedores que integrariam o Batalhão de Guerra Na Selva sediado no 54º BIS. Segundo o último informe, “depende da decisão do Comando-Geral do Exército, em Rondônia”.

 

Sobre o assunto, experiente delegado federal informou que “a situação é grave e que, pelo caso ter acontecido no Amazonas, a 12ª Região Militar incorporada pelo Comando Militar da Amazônia, está na obrigação de deslocar equipe melhor preparada para o local”.

 

Segundo a fonte, por ter se tornado um caso público e notório – que já envolveu Bombeiros Militares, Defesa Civil, Funai, Polícia Civil e órgãos de segurança regional – resta para solucionar o problema o emprego da das unidades do Batalhão de Infantaria de Selva, uma companhia do Estado Maior, inclusive, parte da Companhia de Fuzileiros de Selva”.

 

Policial aborda nativos e indígenas do

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