O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do dirigente do PL, Valdemar Costa Neto
Nas últimas 24 horas, bombeiros passaram a atuar para baixar a fervura na relação entre Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro.
As entrevistas concedidas pelo presidente do PL à GloboNews e ao jornal O GLOBO deflagraram uma crise com o capitão reformado, que rebateu a fala do mandachuva de seu partido. Depois de Valdemar afirmar que Tarcísio de Freitas é o “primeiro da fila”, em referência à disputa pelo Palácio do Planalto em 2026, Bolsonaro rebateu, dizendo que é ele quem será o candidato e que “vai jogar a toalha” e “cuidar da sua vida” se seguir inelegível.
O recado enviado a Valdemar pelos interlocutores do capitão foi que suas entrevistas foram consideradas “extemporâneas” e “impróprias”. Auxiliares de Bolsonaro pediram que ele concentre suas falas nas prefeituras conquistadas pelo PL e evite comentários sobre 2026, para não irritar ainda mais o capitão reformado. Aliados de Valdemar fizeram questão de enfatizar que o presidente do partido deixou claro na imprensa que a primeira opção é o capitão reformado.
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Os dois estão proibidos de se comunicar desde fevereiro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
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Como informou a coluna, o próprio Bolsonaro admitiu, na semana passada, a portas fechadas, que, com sua inelegibilidade, Tarcísio é o nome mais bem posicionado. O ex-presidente, no entanto, mostrou irritação com o vazamento de sua fala e com o fato do Tarcísio ser ecoado por seus aliados após o primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro também defendeu, em entrevista ao site Metrópoles, que o governador de São Paulo é o nome mais indicado para disputar com Lula a próxima eleição.
Fonte: O Globo