Seleção do Peru no pódio das Olimpíadas de Seul
José Roberto Guimarães lembra bem daquele dia de 1981. Na arquibancada do ginásio em Santo André, viu o Brasil vencer o Peru e interromper uma hegemonia continental que durava anos. A vitória naquele Sul-Americano era rara àquela época. Mas a camisa rival, tão pesada lá atrás, já não impõe tanto medo. Em um clássico à sombra de um passado mais imponente, as duas seleções voltam a se enfrentar neste domingo, às 4h, pela segunda rodada do Pré-Olímpico de Tóquio. O sportv2 transmite a partida ao vivo.
A distância, hoje, é enorme. Lá atrás, porém, era o Brasil quem tentava fazer frente às rivais. Nas décadas de 1970 e 1980, o Peru dominava as quadras da América do Sul. A geração de Cecília Tait, Gabriela Perez e Natália Malága levou o país a resultados importantes, como às duas medalhas de prata no Mundial de 1982 e nas Olimpíadas de Seul, em 1988.
- Era o clássico esperado. Brasil e Peru. Não era Argentina, Colômbia – que, hoje, evoluíram. Mas Brasil e Peru era um jogo extremamente esperado, difícil. Era um clássico da América do Sul. Mas a gente sempre tem um respeito muito grande por essa escola, por quem trabalhou e trabalha lá – disse Zé Roberto.
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Foi um time inspirado na escola asiática. Primeiro, pelas mãos do técnico japonês Akira Kato. Depois, pelo sul-coreano Man Bok Park, que marcou época. No total, são 12 títulos continentais, além dos resultados mais importantes a nível mundial até a evolução do Brasil. Na final dos Jogos de Seul, levou milhares de peruanos à rua na chamada “Febre do Ouro”. Com a derrota para a União Soviética, precisou se contentar com a prata. Ali, começava uma longa queda.
- O Peru foi um parâmetro extremamente importante. Até pelos resultados que o Peru teve nos anos 1970 e 1980, com jogadoras de um nível excepcional, tecnicamente falando. Gabriela Perez, Cecilia Tait, tantas outras que jogaram no Brasil também. E portadoras de uma técnica muito voltada para a Ásia, com o Man Bok Pak, técnico coreano. Ele incentivou isso no Peru e criou uma escola de voleibol excepcional. Chegou a fazer final olímpica.
Para Zé Roberto, a falta de investimento cobra o preço. Nos últimos anos, o Peru tem tentado voltar ao cenário internacional. Em 2017, o técnico Luizomar de Moura, do Osasco, chegou a assumir a equipe na tentativa de uma sonhada volta às Olimpíadas. Não conseguiu. Os passos ainda são lentos e bem mais humildes.
- O Peru é uma grande escola. Eram jogadoras com uma técnica muito apurada. Mas caíram os investimentos. E por isso essa escola tão importante deu uma caída. E a gente torce para que evolua. Mas precisa de muito investimento.
O cenário é outro, é verdade. Mas José Roberto Guimarães ainda prega atenção. Depois de vencer a Argentina na estreia do Pré-Olímpico, não quer abrir espaço para surpresas na madrugada deste domingo.
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- É um jogo muito importante para a nossa continuidade no Pré-Olímpico. Hoje, passamos pela Argentina. Agora, precisamos passar pelo Peru.
Fonte: GE