A classificação às oitavas da Libertadores de seis dos sete (85,7%) clubes brasileiros participantes da fase de grupos (Grêmio tem dois jogos a cumprir) reflete o momento dissonante do futebol daqui com relação ao resto do continente.
Os argentinos classificaram três entre cinco representantes (60%); os uruguaios dois de três (66,6%); os chilenos já têm um de quatro (25%) - mas o Huachipato pode tirar a vaga dos gremistas (50%); os colombianos, um de dois (50) e os bolivianos, dois de dois (100%). Mas aqui o fator altitude responde por parte considerável do sucesso.
Mas chamou-me a atenção a fragilidade de alguns dos times. Como, por exemplo, os do Millonários, da Colômbia, e Palestino, do Chile, clubes que estavam no grupo do Flamengo.
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Os dois impressionaram pelo futebol inconsistente – pobre, mesmo. Do nível do apresentado por equipes como as do Alianza Lima e Universitário, do Peru; do Cobresal, também do Chile; do Caracas e Deportivo Táchira, da Venezuela; do Liverpool do Uruguai, e até o do Libertad, do Paraguai.
Vejam que, somados, estes nove times tiveram seis vitórias em 49 jogos. Cinco deles não conseguiram vencer uma partida sequer. E alerto que este número de seis é potencializado pelas duas obtidas pelo Palestino – uma sobre o Millonários, outra sobre o... Flamengo.
Sim, o Flamengo de Tite conseguiu perder para o sexto colocado do campeonato chileno, e não importa se o campo era ruim, se a temperatura era inadequada ou se Arrascaeta ficou fora do confronto.
A Libertadores, que é nossa melhor referência continental, é já há algum tempo um torneio cujo título é disputado entre brasileiros e argentinos. Nas últimas 24 edições deste século, vinte foram ganhas por clubes do Brasil ou da Argentina - com brilharecos de colombianos (2), paraguaios e equatorianos. Os chilenos venceram pela última vez em 1991 e os uruguaios (os terceiros com mais títulos conquistados na competição) em 1988.
A Conmebol, penso eu, deveria rever o conceito e a fórmula de disputa a fim de passar para o mundo a imagem de um torneio que reúna de fato os melhores de cada país do continente.
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Fotos:Reprodução
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Não entra na minha cabeça o fato de clubes como Boca Juniors e Racing da Argentina estarem numa Sul-Americana, ao lado de marcas como Corinthians, Cruzeiro e Internacional, enquanto equipes sem a menor expressão disputam uma competição que vende o glamour de reunir a fina flor do futebol sul-americano.
Fonte:Extra