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Bruno Gagliasso posta sobre visita a terreiro e sofre intolerância nas redes sociais
Foto: Reprodução / Instagram

Bruno Gagliasso, Pai ?baràyì de Xangô com seu filho Bless e irmãos de santo

Nesta terça-feira, 14 de novembro, o ator Bruno Gagliasso foi a Bahia ao Ilê Axé Opo Aganju, dirigido pelo Pai ?baràyì de Xangô, onde ele foi suspenso como Ogan de Oxóssi, e levou junto em companhia seu filho Bless de 8 anos, para conhecer o Terreiro de Candomblé. Bruno ficou feliz e postou em seu Instagram:

 

“Ontem viemos a Salvador, trouxe meu filho Bless para vir a primeira vez no terreiro de candomblé que frequento há alguns anos, o Ilê Axé Opo Aganju, do meu pai Obarayi. A noite que por conta disso já seria emocionante, tornou-se ainda mais especial, pois recebi a honra de ser suspenso Ogã de Oxossi na casa. Uma alegria emocionante e a sensação de que to apenas começando uma caminhada linda de aprendizado e axé. Okê Arô Oxossi”

 

Bruno recebeu mensagens carinhosos de muitos famosos, como o da cantora Ivete Sangalo, que achou o momento "lindo". No entanto, ele também recebeu uma enxurrada de críticas e comentários negativos, que demonstraram intolerância religiosa na postagem do ator.

 

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Lembrando que Intolerância religiosa é crime, pois a nossa constituição nos garante a liberdade de credo, conforme o artigo 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias".

 

Portanto, essas pessoas, ao entrarem na postagem do Bruno e registrarem esses comentários, cometeram o crime de intolerância religiosa.

 

Triste, pois não dá para assistir tamanha agressão e ficar inerte. Porque tanto ódio direcionado a uma pessoa só porque ela cultua os Orixás?

 

Se os católicos, os evangélicos e adeptos de outras religiões podem levar seus filhos as igrejas e templos, e não são criticados, porque nós que somos de Candomblé, não podemos levar os nossos filhos aos Terreiros?

 

A atitude desses comentários só reforça como a intolerância religiosa é uma parte triste da nossa vida religiosa.

 

Digo mais uma vez: isso é crime. Não tem nada de mais levar uma criança a um toque festivo de Candomblé. Aliás, o Candomblé é uma religião baseada na família. Por isso, temos Pai, ou Mãe de santo e irmãos de santo.

 

Ao longo de minha vida religiosa, aprendi que Obì, o fruto sagrado que vai em todos os àw?n Orí (cabeças), nos uni como irmãos. Então, Bruno, estamos com você, e tenho certeza que o Bless deve ter gostado de conhecer os encantos de um Terreiro de Candomblé.

 

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Xô intolerância, e viva a liberdade religiosa!

 

Axé!

 

Fonte: Extra

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