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Caciques apontam que sobrinha-neta de Comandante Supremo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) não teria nascido no Brasil ou que seja indígena Kokama genuína
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

ilena Marulanda sobrinah-neta de Manuel Marulanda Velez

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - A parte maior dos municípios do rio Solimões do Sul, Norte e Sudoeste amazonense podem estar escondendo remanescentes de grupos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP) e do Exército de Libertação Nacional (ELN), duas das guerrilhas mais ativas e antigas da América Latina.

 

Essa preocupação vem recheada por críticas a órgãos de controle fronteiriços do lado brasileiro desde o quadriênio 2019-22. Nesse período, segundo lideranças indígenas da região teve seu ápice na travessia de índios estrangeiros sob a suposta “proteção de nossos nacionais civis” - que fariam o papel de Coiote a partir do território brasileiro”.

 

A suposta infiltração foi intensificada, de acordo com indígenas amazonenses, a partir de 2008. Neste ano, morreu o Comandante Supremo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-RP), Manuel Marulanda Velez, vítima de um ataque fulminante no coração em meio à rotina do acampamento central do comando guerrilheiro.

 

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A tríada da imigração ilegal de indígenas e civis peruanos, colombianos e equatorianos seria composta por brasileiros (civis) e parte de lideranças aculturadas que, segundo relatos obtidos pelo “PORTAL DO ZACARIAS” fariam qualquer negócio por dinheiro em povoados do sudoeste de Santo Antônio do Içá, Amaturá, São Paulo de Olivença e mesorregião de Atalaia do Norte, Benjamin Constant e Tabatinga (interiores do Amazonas).

 

Revelaram ainda, que a participação de indígenas e pescadores sempre explícita a ponto de “estrangeiros virarem indígenas brasileiros com autodeclaração passada em Cartório sob aval de parte de Caciques das aldeias desses municípios”. E que é visível, também, o reconhecimento por nacionais desses documentos, apesar de protestos daqueles que opõem à essa medida junto ao Ministério Público Federal (MPF) e Justiça Federal (JF-AM).

 

Ouvidas pelo “PORTAL DO ZACARIAS” - que esteve na mesorregião do Médio, Alto Solimões e em parte dos povoados do Vale do Javari -, “é visível a presença de Organizações Não-Governamentais (ONGs) entre migrantes e imigrantes vistos nesta parte da Amazônia Ocidental Brasileira, área de fronteira considerada estratégica à segurança nacional. Porém, “há décadas com fronteiras escancaradas a brasileiros e estrangeiros investidos de espírito aventureiro que vagam pelas Três Bandeiras (Brasil, Colômbia e Peru), acrescentaram fontes.

 

“Sempre foi assim”, assinalaram. E denunciaram que supostas Organizações Não-Governamentais afeitas à ideologia da libertação e ajuda humanitária, com atuação além do Vale Javari e Estirão do Equador, “agirem como se estivessem em território estrangeiro, fazendo cumprir regras consideradas fora da Constituição do País’.

 

Com relação à concessão de cidadania indígena brasileira a colombianos, peruanos e a outros - como se indígenas brasileiros fossem, o questionamento chega a remanescentes do ex-guerrilheiro Manuel Marulanda Velez. A maioria imigrou após ataques a acampamentos das guerrilhas das FARC-EP e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

 

“Índios de várias etnias que viviam na Colômbia após a morte do Comandante Supremo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-Exército Popular)) misturados a pescadores de Pirarucu, Tambaqui e outras espécies nobres atravessaram a fronteira em verdadeiras romarias para o lado brasileiro”.

 

Apesar dos protestos dos povos tradicionais da região contra a emissão de documentos a “estrangeiros”, principalmente a supostos indígenas colombianas para obterem cidadania brasileira com o uso de “autodeclaração emitida por Caciques”, ainda assim, a sobrinha-neta do guerrilheiro Manuel Marulanda Velez, Milena Marulanda teria sido reconhecida como indígena Kokama, nascida em Santo Antônio do Içá. Em oitiva à Justiça Federal sobre outros assuntos, negou que seja alfabetizada.

 

Historicamente, segundo antropólogo colombiano ouvido sob segredo da identidade acreditado na Província de Letícia, na divisa com a cidade amazonense de Tabatinga (próximo à barreira militar localizada à Avenida General Mallet), “os Kokama nunca habitaram nosso território”.

 

Segundo a fonte, “na Colômbia habitavam diversas regiões do país, sendo as principais tribos, desde a saída dos espanhóis sob Simon Bolívar, apenas Yaguas, Ticuna e Witoto, na região do Amazonas, e Guajiros, Arahucos e Koguis (no Caribe) e Waunana e Emberá, no litoral do Pacífico”.

 

Situação semelhante que comprovaria que o povo Kokama do Brasil nunca habitou a Colômbia é a presença não habitaram o País, segundo o antropólogo, dos povos nativos da América Hispânica e da América Anglo-saxônica com o epicentro entre as culturas pré-colombianas nos povos Incas, Astecas, maias, Animaras, Tikunas e muitas outras”.

 

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E sentenciou: “Não há registro histórico nos Centros de Estudos colombianos que ateste que os Marulanda tenham raízes Kokama ou que tenham nascido no Brasil”, arrematou a fonte.

 

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