Espécie foi encontrada no Rio Pardo, em Terra Roxa, SP, enquanto Rodrigo Andreucci pescava
O cágado gigante encontrado no sábado (2) por moradores durante uma pescaria em Terra Roxa (SP) contou com um pouco de sorte por não ter sido predado antes e conseguido alcançar o tamanhão todo. É o que diz o biólogo Pedro Favareto, que ficou surpreso ao analisar as fotos do animal.
“Primeiro é sorte por ele não ter sido predado ao longo do caminho, tanto pela ação humana como pela ação de outros predadores. A disponibilidade de alimento, de habitat, a condição da água favorável diante de toxinas e outras poluições que são lançadas, e outras condições ambientais em geral, como a temperatura, também influenciam”, afirma o especialista.
Segundo o pescador Rodrigo Andreucci, o cágado tinha 110 centímetros de comprimento, 93 centímetros de largura e pesava por volta de 60 quilos. Normalmente, os animais da espécie chegam a 30 centímetros.
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“Ele é totalmente fora da curva. É um animal que teve uma condição de longevidade, de sobrevivência, muito maior do que animais dessa região normalmente apresentam.”
De acordo com Favareto, não é possível precisar a idade do cágado, mas ele estima que tenha pelo menos 40 anos de vida.
O biólogo Samuel Maria também ficou impressionado com a foto do animal, principalmente porque os maiores cágados do mundo são da espécie tartaruga da Amazônia, animal também de água doce e que chega a medir 90 centímetros.
“Esse tamanho aí aqui no Rio Pardo é surpreendente, bem surpreendente".
Andreucci, que retirou o animal da água, chegou a pensar que se tratava de um tambor boiando no rio.
"Ela estava no canto do lado esquerdo, onde tem uma 'correntezinha' que desce para baixo. Achei que era até um tambor, porque era algo muito grande boiando sobre a água. Fui encostando perto, aí a hora que eu vi, falei 'meu Deus, o que que é isso? Mas é muito grande'".
O pescador seguiu com o animal no barco até a margem, onde chamou outros pescadores, amigos dele, para que pudessem ver o tamanho do bicho. Depois, o devolveu à natureza.
Favareto diz que Andreucci tomou a decisão certa ao soltar o animal após a descoberta inusitada.
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“Um animal que já sobreviveu tanto tempo no meio ambiente e a gente retirá-lo e por algum motivo, predá-lo, é uma judiação. A gente não contribui em absolutamente nada para o meio ambiente com isso.”
Fonte: G1