Câmera foi encontrada pelos hóspedes escondida em uma tomada voltada para a cama; polícia instaurou inquérito para averiguar o caso
O casal de turistas que encontrou uma câmera oculta na tomada de um flat onde estava hospedado em Pernambuco pretende processar os responsáveis pela acomodação onde o equipamento foi achado. O caso aconteceu em um apartamento de um resort, localizado na praia de Muro Alto, em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca.
De acordo com o advogado do casal, Roque Henrique Campos, uma ação civil será aberta na Justiça em São Paulo, onde os turistas moram e a partir de onde foi feita a reserva. Segundo o jurista, após a conclusão do inquérito da Polícia Civil, também será proposta uma ação criminal.
Conforme o advogado, as medidas a serem tomadas vão envolver todos os agentes que estiveram inclusos na negociação direta da contratação dos serviçosO casal estava hospedado em um resort, no último dia 13, quando percebeu que uma tomada que fica ao lado da cama não permitia o acesso de nenhum conector. Então, os turistas decidiram prestar mais atenção e constataram que dentro da tomada havia uma câmera oculta, que grava imagens de “forma discreta e imperceptível”.
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A câmera estava posicionada em frente à cama do quarto, no OKA Beah Redisence. A hospedagem foi reservada por meio do site Booking. O casal, que pediu para não ser identificado, estava viajando com duas amigas. Ele ficou em um dos flats e as amigas, em outro.
A câmera foi apreendida pela polícia e o equipamento foi encaminhado ao Instituto de Criminalística (IC) para identificar quem seria a pessoa que estaria recebendo as imagens captadas no quarto do resort em que o casal de turistas estava.Com base nisso, a polícia não descarta que haja outras vítimas e investiga o caso justamente para entender as circunstâncias da instalação do equipamento.
Por meio de nota encaminhada ao Metrópoles, a plataforma de hospedagem lamentou o ocorrido, informou que analisa o caso e que a propriedade está suspensa.
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“A Booking.com está ciente do ocorrido e lamenta a situação relatada. Esta não é uma experiência que queremos para nenhum dos nossos clientes e esperamos mais dos nossos parceiros de acomodação. Nossas equipes estão analisando detalhadamente este caso, e a propriedade já está e permanecerá suspensa da plataforma durante a investigação, para que não possa ser reservada pelos viajantes. Além disso, a plataforma está à disposição para colaborar com as autoridades”.
Fonte: Metrópoles