Os bons ventos da economia pós-arcabouço fiscal podem soprar o presidente do Banco Central para bem longe. A queda iminente de Roberto Campos Neto é o principal assunto nos corredores do Congresso Nacional. A aposta é que não há mais espaço para ele permanecer no cargo já que foi derrotado pelos fatos: a inflação caiu, levou junto o dólar, e a Bolsa subiu.
A euforia do mercado mostra que Lula estava certo e que não há justificativa para manter a taxa de juros em 3,75%, como insiste Campos Neto, entulho bolsonarista na presidência do BC. A avaliação que se ouve no Congresso é que, se ele tiver ainda alguma dignidade e planos futuros para si mesmo, pede para sair imediatamente, já que não faz sentido ele continuar no cargo após sua posição ter sido flagrantemente derrotada.
Na terça-feira, 11, a notícia de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) animou os investidores e causou agitação na Bovespa, que subiu 4,29%, indo aos 106.213 pontos. Nesta quarta-feira, o dólar fechou em 4,9 reais, pela primeira vez abaixo dos 5 reais após 10 meses, desde junho de 2022. Empresas como a Gol, a Azul, a Magalu, Hapvida e CVC tiveram disparada de mais de 10% em suas ações.
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"Estamos criando um ambiente para uma curva descendente dos juros no país, que estão desproporcionais. Acabou de sair o IPCA e pela primeira vez desde 2021 tem o seu índice de inflação acumulado menor que 5%, desacelerou a inflação, o que mostra o acerto das medidas que vêm sendo tomadas pelo ministro Fernando Haddad", disse o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que reforçou a pressão sobre Campos Neto.
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"A inflação está desacelerando, reforçando o ambiente para queda de juros no país".
Fonte: Metrópoles