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Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental proíbe navegação noturna em trecho do Rio madeira
Foto: Reprodução

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Comboios graneleiros, embarcações tipo recreio e o transporte de balsas com mercadorias ao longo da hidrovia do rio madeira no período noturno continuam proibidos pela Marinha Brasileira. A proibição é da Capitada Fluvial sediada na Capital rondoniense, a 88,6 quilômetros de Manaus.

 

O alerta foi dado pelas autoridades responsáveis, na última sexta-feira 12, depois que o nível das águas do Madeira atingir a marca inédita de 3,30 m. Segundo interlocutores, “essa é uma medida considerada proibitiva para o transporte de passageiros e cargas por conta do fenômeno El Nino”.

 

Conforme a Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental, na Capital Porto Velho (RO), “as embarcações continuam proibidas de navegar à noite em trechos do Rio Madeira cuja média é necessária para garantir a segurança do transporte fluvial de passageiros por recreios e cargas durante as fases da estiagem que já ameaça se prolongar”.

 

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De acordo com autoridades ambientais, “há registros que a seca tem aumentado o número de bancos de areia ao longo da hidrovia, impondo restrições em pontos críticos mapeados desde o final do inverno devido às condições climáticas”. As partes afetadas, segundo a Capitania Fluvial, com a baixa do nível das águas, situam-se nos trechos críticos da região do Baixo Madeira (Porto Velho) ao município amazonense de Novo Aripuanã, no sul do Estado, por tempo indeterminado.

 

Já no dia 9 de julho, o Rio Madeira atingiu a marca de 3,75 metros. No dia 12 de julho chegou a 3,30 metros, o que fez com a Marinha classificasse “a medida como as mais complicadas já mapeadas”. Segundo o presidente da Colônia de Pescadores Z-31, na cidade de Humaitá, Samuel Mendonça (conhecido como Samuel da Colônia), “a proibição é necessária e evita, sim, possíveis tragédias, como as que já ocorreram no passado”.

 

Ele apontou, ainda, que, “embarcações com calado maior sempre tiveram dificuldades para garantir passagem nos pontos mais baixos do rio Madeira ou superior a 2,20 metros de altura, o que as impediria de navegar no período noturno”. Com menor altura, embarcações de pequeno e médio porte, “se vencerem os pontos críticos, no passado, conseguiram seguir viagem contra bancos de areia e pedras”.

 

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Por fim, Samuel da Colônia disse que, “é melhor que todos obedecem às determinações, vez que todos, também, devemos lutar por mais segurança na navegação fluvial ao longo da hidrovia do Rio Madeira, não só no período de estiagem anunciada”, arrematou o líder pescador de maior longevidade em atuação entidades civis organizadas na região.

 

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