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Capitão Guimarães é alvo de operação em investigação da morte do bicheiro Moisés; Porsche de R$ 700 mil é apreendido
Foto: Reprodução

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) deu início, nesta sexta-feira, a uma operação para cumprir cinco mandados de busca e apreensão no âmbito das investigações do assassinato de Wilson Vieira Alves, o Moisés, ex-presidente da escola de samba Unidos de Vila Isabel. Ele foi morto em setembro do ano passado, em um posto de combustíveis na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

 

Os mandados estão sendo cumpridos em endereços ligados a Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, e o filho dele, Luiz Macedo Guimarães Jorge, atual presidente da Azul e Branca. Um veículo Porsche, avaliado em R$ 700 mil, foi apreendido, além de R$ 10 mil em dinheiro e anotações.

 

Foram apreendidos em endereços onde estão pessoas ligadas ao Capitão Guimarães: um telefone celular, pen-drives e um HD de computador, que serão periciados. Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) querem saber se há algum indício da autoria do assassinato em algum dos aparelhos encontrados pelos policiais.

 

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Trecho da Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, em frente a um posto, onde Moisés foi assassinado  — Foto: Fábio Rossi

 

O telefone celular apreendido foi localizado numa cela do presídio Constantino Cokotós, em Niterói, onde está preso Alzino Carvalho de Souza. Além da cela de Alzino, os agentes também vistoriaram um xadrez da Casa de Custódia José Frederico Marques, em Benfica, onde está preso Deveraldo Barreira.

 

Apontados como homens de confiança de Capitão Guimarães, os dois são investigados pela DHC por suspeita de participar de alguma forma do planejamento da ação que acabou com a execução do ex-presidente da Vila Isabel. No entanto, atualmente eles encontram-se presos à disposição da Justiça por conta de outros crimes.

 

Durante a ação desta sexta-feira, a Polícia Civil apreendeu na casa de Luiz Macedo Guimarães, filho de Capitão Guimarães e atual presidente da Vila Isabel, um veículo Porsche Cayenne blindado, avaliado em torno de R$ 700 mil. Segundo os investigadores, o carro foi apreendido por estar em nome de uma empresa e não de uma pessoa suspeita de ser o real proprietário do carro. Também na casa de Luiz, os policiais encontraram R$ 10 mil em espécie.

 

O CRIME 

 

Cortejo fúnebre de Wilson Vieira Alves, o Moisés, assassinado no último domingo, na Barra da Tijuca  — Foto: Alexandre Cassiano

Fotos:Reprodução

 

Moisés foi assassinado após ser atingido por um disparo, na noite do dia 25 de setembro, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Informações preliminares revelam que o assassino desceu de uma motocicleta, em que estava com um comparsa, e atirou contra Moisés a uma curta distância. A vítima morreu na hora. Em seguida, os bandidos fugiram sem nada levar.

 

A Polícia Civil investiga se uma desavença entre Capitão Guimarães e Moisés pode ter motivado o assassinato. Wilson Vieira Alves chegou a ser preso, em 2010, por suspeita de envolvimento com pontos de apostas de máquinas caça-níqueis, em Niterói e São Gonçalo. Em 2011, foi condenado a 23 anos de prisão por contrabando, formação de quadrilha e corrupção ativa. No ano seguinte foi solto, após a Justiça expedir um habeas-corpus.

 

Apesar das características de uma execução, a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que investiga o caso, não descartou nenhuma hipótese para o crime. Moisés estava levando a mulher Shayene Cesário, que é musa da Portela, para a quadra da escola, em Madureira, quando parou o carro em um posto de gasolina da Avenida das Américas.

 

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Ele pretendia comprar remédios em uma farmácia. Pouco depois de sair do veículo, foi atacado pelos assassinos no trajeto que fazia a pé. A polícia busca imagens de câmeras de segurança que possam ter flagrado a ação para ajudar na identificação dos assassinos. O corpo de Moisés foi sepultado no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, um dia depois do assassinato.

 

Fonte:Extra

 

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