Capitão Moises Rolim foi denunciado ao MPF e já está sendo investigado
O Ministério Público Federal (MPF) recebeu denúncia e está investigando o capitão da Polícia Militar do Amazonas, Moisés Teixeira Rolim, acusado de usar um laudo médico fraudulento para ingressar no Curso de Medicina da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
O oficial da PMAM tenta atingir tal objetivo para conquistar uma vaga na referida instituição pública, usando uma cota de Pessoa com Deficiência Física (PCD) e apresentou um laudo médico com diagnóstico de que ele portador de condropatia bilateral.
O médico Carlos Eduardo Lopes da Silva, especializado em ortopedia e traumatologia, é quem assina o laudo onde consta que o capitão PM Moisés Teixeira Rolim tem lesão na cartilagem da patela, cujos sintomas são dor e inchaço dos joelhos.
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De posse do laudo que também diagnostica o oficial como paciente acometido de dores crônica que impõem limitações funcionais, Moisés Teixeira, foi denunciado por usar a cota de PCD e seu nome já consta na lista de aprovados no vestibular da Universidade do Estado do Amazonas.

O oficial ocupa cargo na Diretoria de Capacitação e Treinamento
da Polícia Militar, função que não pode ser ocupada por PCD
A denúncia se torna grave e é alvo de denúncia no Ministério Público Federal (MPF) porque a condropatia bilateral não é uma doença classificada como deficiência física, portanto o capitão PM não tem direito de ingressar no Curso de Medicina da UEA usando uma vaga destinada a PCD.
Outra controvérsia é que Moisés Rolim é oficial da ativa, servindo atualmente na Diretoria de Capacitação e Treinamento, entretanto, já foi confirmado pela Polícia Militar que Pessoas com Deficiência são impedidos de exercer tal função ou cargo na corporação.
No último dia 15 de novembro a médica do Trabalho, Claramar Costa, questionou o laudo apresentado pelo oficial da PM e concluiu durante a entrevista dos candidatos ao vestibular 2023, que condropatia bilateral não é uma doença classificada como PCD.
A denúncia é grave e acusa o oficial da PM de usar laudo supostamente
fraudulento para ingressar no Curso de Medicina da UEA tirando
vaga de quem realmente é PCD (Fotos: Divulgação)
O capitão Moisés Rolim pretende manter a cota de PCD e permanecer m vaga para o Curso de Medicinal na UEA, apesar da denúncia levada ao Ministério Público Federal, e para tentar garantir seu propósito, já ingressou com processo no Tribunal de Justiça do Amazonas.
Diante da grave denúncia feita pela Controladoria Geral do Estado (CGE) em que o oficial da PMAM é acusado de “FRAUDE NA COTA PCD/VESTIBULAR PARA MEDICINA NA UEA”, a Universidade do Estado do Amazonas emitiu nota após ser questionada sobre o fato trazido a público.
VEJA NOTA DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS (UEA):
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Clique aqui e veja a denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal.
VEJA PROTOCOLO DA DENÚNCIA DA CONTROLADORIA GERAL DO ESTADO (CGE):

Foto: Reprodução
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