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Caso das joias: Dino diz que enviou ao governo dos EUA pedido de cooperação na investigação
Foto: Reprodução

Segundo ministro da Justiça, pedido foi enviado na terça (12). Expectativa é que medida permita avanço das investigações, já que parte das joias foi negociada nos Estados Unidos

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou nesta quarta-feira (13) que a pasta já enviou ao governo dos Estados Unidos um pedido para a cooperação internacional na investigação do caso das joias e presentes recebidos no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Dino, o pedido foi enviado na terça (12).

 

A Polícia Federal apura um suposto esquema de venda irregular de presentes oficiais recebidos pelo governo Bolsonaro, como relógios, por assessores do ex-presidente. Entre eles, o tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens de Bolsonaro.

 

Parte dos itens teria sido negociada nos Estados Unidos e o dinheiro, movimentado em contas bancárias no país. Por isso, o pedido de cooperação.

 

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Se for aceita, a medida pode permitir que a PF tenha acesso a documentos de órgãos dos EUA que permitam esclarecer fatos relacionados à investigação, entre eles a suspeita de lavagem de dinheiro obtido com a venda das joias.

 

O pedido de cooperação foi enviado após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes homologar o acordo de colaboração premiada de Mauro Cid.

 

Segundo apuração do jornalista César Tralli, da TV Globo, o pedido da PF inclui quebra de sigilo das contas nos EUA e uma série de diligências, com uma lista grande de endereços de pessoas jurídicas e físicas que podem ser investigadas pelo FBI, a polícia federal americana.

 

DELAÇÃO PREMIADA

 

No último sábado (9), o ministro Alexandre de Moraes homologou o acordo de colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

O ministro também concedeu liberdade provisória a Cid, com cumprimento de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, limitação de sair de casa aos fins de semana e também à noite, e afastamento das funções no Exército.

 

A homologação ocorreu após o acordo de colaboração fechado com a Polícia Federal. A delação refere-se ao inquérito das milícias digitais e a todas as investigações conexas, como a investigação sobre a venda de presentes oficiais recebidos pelo governo Bolsonaro.

 

No inquérito das milícias digitais, a PF apura a existência de uma organização criminosa que teria a finalidade de atentar contra o Estado Democrático de Direito.

 

Mauro Cid estava preso desde 3 de maio, quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga a inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid, no sistema do Ministério da Saúde, de integrantes da família do ex-auxiliar e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

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Desde então, ele também foi alvo de investigação por envolvimento na suposta venda irregular de presentes oficiais e joias recebidos durante o governo Bolsonaro. 

 

Fonte: G1

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