Camila Barroso, vítima Geovana Martins e Eduardo Gomes que está foragido
A prisão de Camila Barroso, 33, na noite da última quarta-feira, 28, foi de fundamental importância para a elucidação do assassinato da babá, Geovana Costa Martins, que tinha 20 anos de idade.
Na coletiva de imprensa no final da manhã desta quinta-feira, 29, a delegada que comanda as investigações do caso, Marília Campelo, confirmou que Geovana era mantida em cárcere privado, sofria ameaças e era obrigada a se prostituir, pela patroa Camila Barroso.
A mulher presa era dona de uma casa de programas no bairro de Petrópolis, Zona Sul de Manaus, e inicialmente contratou Geovana para trabalhar como babá de seu filho.
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Em pouco tempo Geovana já estava prostituída pela patroa, sendo obrigada a fazer programas sexuais, se transformou em usuária de drogas e sempre que queria sair desse descaminho que havia seguido, era ameaçada, impedida de ir embora.
Camila Barroso sempre obrigava a jovem a permanecer em sua casa, afirmando que Geovana tinha dividas de drogas, bebidas e por isso tinha que ficar e lhe pagar com os programas sexuais.
Na coletiva de imprensa, a delegada Campelo também confirmou que há depoimentos de outras jovens e rapazes, que caíram no mesmo esquema de prostituição, exploração sexual, consumo de bebidas alcoólicas e drogas e sempre eram ameaçados quando queria sair do esquema.

Camila Barroso foi presa na quarta-feira à noite
De uns dias para cá Geovana Martins, começou a insistir em ir embora, mas passou a sofrer agressões físicas, além das ameaças e do cárcere privado aos quais foi submetida.
No último dia 19 a babá teria sofrido mais uma violenta agressão dentro da casa de programas sexuais, veio a óbito em consequência de traumatismo craniano e foi então que Camila Barroso teve que retirar o corpo do local e foi levado para a área de mata no Tarumã.
Para retirar o corpo da casa de programa Camila teve a cumplicidade do homem que já está identificado como Eduardo Gomes da Silva, seu namorado, que já está sendo procurado pela DEHS.

Geovana Martins foi mantida em cárcere privado e
espancada até a morte na casa de programas
(Fotos: Divulgação)
As investigações apontam que Eduardo Gomes da Silva, é filho dos proprietários da residência alugada por Camila, para funcionar como ponto de encontros sexuais, onde as garotas e rapazes recrutados, entre eles a babá Geovana, recebiam os clientes nos horários noturnos.
O carro de Eduardo Gomes foi usado para transportar o corpo da babá na madrugada do dia 20 para ser jogado na área de mata no bairro do Tarumã, Zona Oeste.
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Camila Barroso continua presa na DEHS, com prisão temporária decretada, a delegada Marília Campelo, disse que a investigação continua em andamento e a equipe de policiais continua em diligências e uma delas tem o objetivo de prender Eduardo Gomes da Silva.