Em entrevista ao programa Câmera Record, ela contou que após a premonição passou a ficar mais apreensiva, mas Gritzbach falava que estava tudo bem
A influenciadora digital Maria Helena Paiva, namorada do empresário Vinícius Gritzbach, morto a tiros no Aeroporto de Guarulhos, disse sonhou com o assassinato quatro meses antes do crime. Em entrevista ao programa Câmera Record, ela contou que após a "premonição" passou a ficar mais apreensiva, mas Gritzbach falava que "estava tudo bem".
— Eu tive um sonho há quatro meses atrás que acontecia exatamente o que aconteceu. Não era no aeroporto mas acontecia e comentei com ele. Eu estava com muito medo. Na viagem (para Alagoas) eu andava olhando para os lados e ele ficava falando "porque fica olhando para os lados?" e eu dizia que estava com medo. Ele dizia que estava tudo bem e que ninguém ia tentar nada — relatou Maria Helena.
A influencer ainda rebateu comentários de que ela teria sido "fria" no momento em que viu o namorado ser morto.
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— Dizem que eu não fiquei ali junto ao corpo. Mas eu não teria psicológico, eu fiquei desesperada, eu fiquei igual uma barata tonta, eu não sabia o que fazer — disse.
O casal havia se conhecido pela internet e estava junto a cerca de um ano e meio. Maria Helena afirma que sabia que Gritzbach respondia na Justiça pelos crimes de lavagem de dinheiro e homicídio, mas, segundo ela, acredita na inocência do namorado.
— Ele falava que era inocente e tinha caído em uma armadilha. Jamais me relacionaria com um assassino, acreditava na inocência dele — afirma.
INVESTIGAÇÃO
O segundo suspeito identificado como participante da morte do empresário Vinícius Gritzbach fugiu duas horas antes de a polícia chegar ao local onde estava, na última sexta-feira (21). Apesar disso, não se fala em vazamento da operação.
Matheus Augusto de Castro Mota é apontado pela força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo que investiga a morte de Gritzbach como fornecedor dos veículos usados na fuga dos outros envolvidos no crime.
A prisão de Mota foi decretada pela Justiça após solicitação da Polícia Civil, mas ele continua foragido. Na sexta-feira, equipes da Corregedoria da Polícia Militar (PM) e do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, cumpriram 17 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão contra nove policiais militares que faziam a escolta particular do empresário e contra Mota.
Matheus e Kauê tiveram as prisões temporárias decretadas pela Justiça a pedido das autoridades. Ambos permanecem foragidos.
RECOMPENSA DE R$ 50 MIL
Na última terça-feira (19), a Secretaria de Segurança Pública ofereceu R$ 50 mil a quem fornecer informações que possam ajudar na localização de Kauê. Conforme as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem atuou como olheiro dos atiradores. Ele foi identificado depois da análise de câmeras de segurança, em especial as do saguão do Terminal 2 do aeroporto.
Em entrevista coletiva à imprensa, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que Kauê aparece nas imagens do aeroporto uma hora antes de Gritzbach chegar ao saguão de desembarque. Segundos antes do atentado, ele apontou na direção de Gritzbach, e mostrou aos atiradores onde o empresário se encontrava, segundo Derrite.
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O suspeito foi preso em 2022 por tráfico de drogas. Além disso, ele já se envolveu em uma briga com um agente de trânsito, ocasião em que o desacatou. Depois do episódio, ele se declarou integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Fonte: O Globo