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Caso Hyara Flor: pai de suspeito diz que tiro que matou menina foi disparado acidentalmente pelo irmão do adolescente
Foto: Reprodução

Crime aconteceu em Guaratinga, no extremo sul da Bahia. Marido da vítima fugiu e foi apreendido na quarta (26), no Espírito Santo.

O pai do marido de Hyara Flor, principal suspeito de matar a adolescente de 14 anos em Guaratinga, no extremo sul da Bahia, apreendido por 45 dias na quarta-feira (26), gravou um vídeo em que alegou que o tiro foi disparado acidentalmente por outro filho dele, irmão do esposo da vítima.


“Ele não tem nada a ver com esse caso, não, gente. A perícia tem que mostrar a verdade para a Polícia Federal. O fato que aconteceu foi JD (iniciais do nome do adolescente), que é meu filho e cunhado de Hyara, brincando com a arma e teve um disparo acidental”, disse Amorim.

 

O pai do suspeito afirmou ainda amar Hyara Flor e contou que acredita que a versão apresentada por ele será provada.

 

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“Eu amo a minha nora Hyara, era como se fosse minha filha. Estão jogando para o lado errado, pessoal, vocês têm que ouvir minha versão e a Justiça vai mostrar a verdade para vocês”.


ADOLESCENTE APREENDIDO

 

O adolescente suspeito do crime foi encontrado em Vila Velha, no Espírito Santo, e por também ter menos de 18 anos, e levado para a Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei.

 

Conforme foi informado pela polícia, ele é suspeito de cometer um ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado (feminicídio). A adolescente da comunidade cigana foi baleada no dia 6 de julho, dentro da própria casa.

 

A família da vítima acredita que o crime foi um ato de vingança, mas a informação não foi confirmada pela polícia de Guaratinga, que investiga o caso.


Logo após o crime, o marido e os familiares dele fugiram da cidade. A polícia rastreou o veículo e descobriu que o grupo evitou rodovias movimentadas e seguiu por pequenas cidades da Bahia e do Espírito Santo, até Vitória. Na capital capixaba, tentaram ficar na casa de parentes.

 

Desde então, a polícia tentava localizar o suspeito e a família dele. Na quarta, o delegado responsável pelo caso, Robson Andrade, confirmou que ele havia sido apreendido. Posteriormente, a Polícia Federal do Espírito Santo enviou uma nota, comunicando a apreensão do garoto.

 

O pai da adolescente, Hiago Alves, comemorou a apreensão do suspeito com um vídeo publicado nas redes sociais. 


Na publicação, ele diz que "todos foram presos". Apesar disso, a única informação divulgada pela polícia é que o adolescente foi apreendido. Além disso, não há nenhum mandado de prisão contra os familiares do suspeito.

 

O g1 entrou em contato com a advogada da família de Hyara, Janaína Panhossi, que afirmou que a família do suspeito também foi encontrada. Entretanto, essa informação não foi confirmada pela Polícia Federal.

 

MOTIVAÇÃO É INVESTIGADA

 

Segundo a família de Hyara, a morte da adolescente foi uma vingança planejada. O tio e a sogra dela tinham um relacionamento extraconjugal, o que já era sabido pela comunidade cigana, inclusive pelos parentes da vítima.

 

Apesar disso, o casamento de Hyara e do suspeito foi concedido porque, meses antes, a garota teve um noivado desmanchado. Na comunidade, situações como essa não são bem vistas e, por isso, o pai da menina aprovou o segundo noivado, dessa vez com o adolescente de 14 anos.

“Eles aproveitaram a fragilidade de minha filha ter terminado um noivado. Ele já me pediu (a mão da filha) e eu disse: 'dou tranquilo'. Ele (o pai do suspeito) aproveitou o momento", disse Hiago Alves, pai de Hyara.


O assassinato aconteceu apenas 45 dias após o casamento dos adolescentes.

 

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Um laudo da perícia apontou que o tiro foi feito por alguém a, no máximo, 25 centímetros de distância. Apesar disso, não se sabe se o disparo foi acidental ou não. 

 

Fonte: G1

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