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Caso Marielle: Moraes retira sigilo de decisão que levou à prisão de supostos mandantes
Foto: Reprodução

Ministro, relator da investigação no STF, também decidiu por divulgar pareceres da PF e da PGR que embasaram decisão. Três foram presos no Rio neste domingo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes levantou neste domingo (24) o sigilo de documentos que embasaram a prisão dos suspeitos de mandar matar a vereadora Marielle Franco, em 2018.

 

A Polícia Federal prendeu os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão neste domingo (24). Os dois são apontados como mandantes do atentado contra Marielle Franco, em março de 2018, no qual também morreu o motorista Anderson Gomes.

 

O delegado Rivaldo Barbosa também foi preso, suspeito de atrapalhar as investigações.

 

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São três os documentos:

 

decisão de Alexandre de Moraes que autoriza a prisão preventiva;


parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR);


parecer da Polícia Federal.

 

Segundo o STF, esse material se tornará público após ser digitalizado – o que ainda não tinha acontecido até as 13h40 deste domingo.

 

Na nota divulgada, o STF também confirmou:

 

que Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa foram alvos de prisão preventiva, ou seja, sem prazo definido;


que a decisão de Moraes será submetida ao referendo da Primeira Turma do STF ao longo desta segunda-feira (25), de 0h às 23h59, em plenário virtual;


que as prisões dos três foram mantidas em audiência de custódia conduzida pelo juiz auxiliar de Moraes, Airton Vieira;


que o trio será encaminhado para Brasília, onde ficará detido na penitenciária federal;


que, além das três prisões, foram determinadas medidas como buscas e apreensões, bloqueios de bens e afastamentos das funções públicas.

 

Domingos é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), enquanto Chiquinho é deputado federal pelo União Brasil, e por isso tem foro especial. A Câmara dos Deputados vai decidir se mantém a prisão do deputado.

 

Já Rivaldo era chefe da Polícia Civil à época do atentado e hoje é coordenador de Comunicações e Operações Policiais da instituição.

 

Domingos foi citado no processo desde o primeiro ano das investigações, em 2018, e chegou a depor no caso 3 meses após o atentado.

 


Os Brazão sempre negaram envolvimento no crime. Ubiratan Guedes, advogado de Domingos, declarou “ter certeza absoluta” de que seu cliente é inocente.

 

O advogado de Rivaldo Barbosa, Alexandre Dumans, disse que seu cliente não obstruiu as investigações: "Ao contrário. Foi exatamente durante a administração dele que o Ronnie Lessa foi preso", afirmou o advogado.

 

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O g1 entrou em contato com a defesa de Chiquinho, mas ele não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

 

Fonte: G1

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