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CBF não tem previsão para implementar chips em bolas
Foto: Reprodução

Argumento é de que não há estrutura nos estádios para receber a tecnologia, além do alto custo

A CBF não tem previsão de implementar a tecnologia dos chips na bola em suas competições, segundo Wilson Seneme, presidente da comissão de arbitragem da confederação. Esse mecanismo foi utilizado no país durante a Copa do Mundo — que foi organizada pela FIFA — e depois nunca mais usado, não só no Brasil, mas em toda a América do Sul. O motivo da não implementação, conforme explicou Seneme, são os altos custos.


— O chip na bola depende de alguns fatores que dificultam a sua implementação. Por exemplo, todos os estádios teriam que se adaptar para receber a tecnologia, inclusive modificar os seus gols. Seria preciso uma bola especial que suporta essa tecnologia, a que utilizamos atualmente não suporta, a bola precisaria ser fabricada. É uma logística difícil, tem alto investimento e essa tecnologia está bastante longe do nosso alcance — disse Seneme.

 

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A mesma explicação se aplica para as linhas de impedimento semiautomáticas. Falta de estrutura e alto custo.

 

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Ainda de acordo com Seneme, a única vez que a tecnologia foi utilizada em toda a América do Sul foi durante a Copa do Mundo de 2014. A própria FIFA, que já realizou outros dois campeonatos no continente — os mundiais sub-17 e sub-20, no Brasil, em 2019, e na Argentina, em 2023, respectivamente — não voltou a utilizar a tecnologia justamente pela difícil implementação do sistema.

 

Sobre o suposto gol do Palmeiras na partida contra o Bahia, que poderia ter uma resposta clara se foi ou não caso a tecnologia estivesse ativa, Seneme alegou que a comissão de arbitragem tem uma câmera exclusiva na linha do gol, que não é disponibilizada na transmissão do jogo. Ele disse que o árbitro de vídeo só pode modificar a decisão de campo quando tem 100% de certeza, o que não foi caso de ontem.

 

— Os árbitros do campo não detectaram que a bola entrou totalmente. O árbitro de vídeo só pode modificar a decisão do campo se ele tiver 100%, se não tem, não muda, como foi o caso de ontem. Ele sustentou a decisão de campo por entender que não era um erro claro, e por não poder precisar se a bola entrou ou não — contou.

 

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Fonte: O Globo

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