Governo brasileiro leva proposta para colocar russos e ucranianos na mesa de negociação. Lula: tem que parar de atirar!
Em meio ao fogo cruzado e o acirramento do conflito na Ucrânia, o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais e ex-chanceler, Celso Amorim, tem encontro marcado com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky nesta quarta-feira (10).
A reunião acontecerá em Kiev, cidade que nos últimos dias foi alvo de uma série de ataques russos, debelados pelas baterias antiaéreas ucranianas. Na bagagem, Amorim leva uma proposta de paz para colocar fim ao conflito que desde fevereiro de 2022 causa morte e destruição, além de tensionar ao limite as relações internacionais.
Amorim já esteve na Rússia e quer alçar o Brasil a mediador do conflito armado.
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Nesta terça-feira, em Brasília, Lula comentou sobre a viagem. "O Celso Amorim foi conversar com (o presidente russo Vladimir) Putin, como meu emissário especial, e vai agora conversar com a Ucrânia. Aí a gente vai juntando essas conversas, é que nem palavra cruzada, vai juntando essas conversas e vamos ver quais são as palavras que permitem que as pessoas se sentem em torno de uma mesa. E para isso, tem que parar de atirar. Esse é o meu dilema", afirmou.
Celso Amorim encontra Zelensky nesta quarta na Ucrânia. Lula: "tem que parar de atirar" pic.twitter.com/DkvDOP9G23
— Revista Fórum (@revistaforum) May 10, 2023
A julgar pelas últimas declarações dos presidentes russo e ucraniano, a tarefa de Celso Amorim não será fácil. Nesta terça-feira, Zelensky se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e disse que os russos são sanguinários. Em Moscou, durante as celebrações do Dia da Vitória, Vladimir Putin disse que as tropas russas, na verdade, estão lutando contra um regime que defende o nazifascismo.
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A brasileira Ana Laura Prestes, que estuda Relações Internacionais na Universidade Estatal de Kursk, na Rússia, tem dúvidas que neste estágio do conflito saia algum tipo de negociação. "No momento, os dois lados acreditam que podem ganhar a guerra de alguma forma no campo de batalha. Não há clima para negociação. Ao contrário, está havendo uma escala do conflito. Parece que estamos bem longe de uma negociação que nos traga a paz um cessar-fogo duradouro", avalia.
Fonte: Revista Fórum