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Chanceler recebe ministro de Putin com guerra na Ucrânia e comércio Brasil-Rússia na pauta
Foto: Reprodução

Encontro de Mauro Vieira com Sergei Lavrov ocorre na sede do Ministério das Relações Exteriores em Brasília. Aproximação de Lula à China e à Rússia tem gerado reações dos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu nesta segunda-feira (17) em Brasília o diplomata russo Sergei Lavrov para discutir a guerra na Ucrânia e a relação comercial entre Brasil e Rússia, entre outros assuntos.

 

O encontro ocorre no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e não havia terminado até a última atualização desta reportagem.

 

A visita de Lavrov ao Brasil se dá em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura mais de um ano.

 

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O presidente Lula tem defendido um acordo de paz entre os dois países. Em março, Lula conversou por videoconferência com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e defendeu a criação de um "clube da paz", formado por países que poderiam mediar o fim do conflito.

 

Declarações recentes de Lula sobre o assunto, no entanto, geraram reação do governo dos Estados Unidos.

 

No último fim de semana, por exemplo, Lula disse que os Estados Unidos e países da Europa têm adotado medidas que, na avaliação do presidente, acabam prolongando a guerra.

 

A aproximação de Lula à China e à Rússia também tem gerado insatisfação nos norte-americanos. O petista voltou neste domingo (16) de viagem ao país asiático, onde se encontrou com o presidente Xi Jinping.

 

Nesta segunda, Lula também se encontrará com ministro das Relações Exteriores russo.

 

O colunista do g1 Valdo Cruz informou que, na opinião de diplomatas americanos, Lula se esqueceu do apoio dos EUA à democracia no Brasil e à própria eleição do petista na disputa com Jair Bolsonaro.

 

UCRÂNIA NÃO CEDERÁ 'UM CENTÍMETRO'


No último dia 7, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Oleg Nikolenko, afirmou que o país agradece os "esforços" de Lula para tentar pôr fim à guerra na região, mas acrescentou que o país não cederá "um centímetro" de terra à Rússia.

 

A publicação, em uma rede social, aconteceu um dia após Lula ter afirmado que o presidente russo Vladimir Putin "não pode ficar com o terreno" invadido na Ucrânia.

 

No entanto, o petista acrescentou que "talvez nem se discuta a Crimeia", uma das regiões ucranianas invadidas pelos russos. A anexação da Crimeia pela Rússia aconteceu em 2014.

 

PAZ NÃO VEM 'A QUALQUER CUSTO'


Em fevereiro deste ano, quando a guerra completou um ano, o representante da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, disse que o país não aceitará a paz na região "a qualquer custo".

 

Segundo Tkach, um eventual acordo com a Rússia depende da saída das tropas de Vladimir Putin dos territórios ucranianos.

 

"A Ucrânia está se defendendo no seu próprio território, defendendo seus cidadãos. A Ucrânia deixou claro que não aceitará a paz a qualquer custo. Não vamos concordar com nada que mantenha os territórios ucranianos ocupados e coloque nosso povo em dependência da vontade do agressor" declarou Tkach na ocasião.

 

"Apaziguar com o agressor levaria a mais atrocidades. Precisamos de mais equipamentos, militares e munições", completou.

 

RELAÇÃO COMERCIAL BRASIL-RÚSSIA


Segundo o Ministério das Relações Exteriores, Brasil e Rússia passaram a ter relação em nível "estratégico" em 2000.

 

Desde então, os países têm buscado ampliar o comércio e a parceria em diversas áreas.

 

Os países integram, por exemplo:

 

o Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul);


o G20 (20 maiores economias do mundo).


Ao todo, no ano passado, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil exportou para a Rússia o equivalente a US$ 1,9 bilhão e importou o equivalente a US$ 7,8 bilhões.

 

Os principais produtos exportados para a Rússia foram:

 

Soja (45%);
Açúcares e melaços (15%);
Carne bovina (8,3%);
Café não torrado (6,6%);
Amendoim (5,6%).

 

E os principais produtos importados da Rússia foram:

 

Adubos ou fertilizantes químicos (71%);
Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (14%);
Carvão (7,6%)
Demais produtos - Indústria de transformação (4,3%);
Trigo e centeio (1,3%). 

 

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Fonte: G1

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